Biblioteca Mundial da Google causa indignação na Feira de Frankfurt
Tá rolando 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt. A maior novidade de lá é o projeto do Google de digitalizar livros já fora de catálogo e disponibilizá-lo de graça na internet para os leitores. O lucro viria da publicidade.
Por um lado, é maravilhoso ter acesso a obras que nunca mais conseguiríamos encontrar, mas os donos de editoras estão furiosos com o fato de o Google querer lucrar com algo que não lhe pertence. Saca?
Parece que finalmente os e-books vão fazer a tão prometida e temida revolução no mercado editorial… Ou não? Acho que o livro de papel ainda não vai morrer. Os editores fazem alarde porque não conseguem atender a uma demanda que o Google vai atingir. Quanta gente estaria disposta a gastar um dinheirinho num sebo atrás daquela obra rara, que nunca mais achou em nenhuma dessas grandes livrarias tão aconstumadas aos best-sellers? Bom, nós leitores vamos ter isso de graça!
Além disso, a Amazon anunciou o Kindle, um serviço de e-book uns dias antes de o Google fazer esse estardalhaço na Feira de Frankfurt. Notebook, netbook, e-book e o book ele próprio… Vamos ver o que vai sobreviver disso tudo.
Mas a coisa mais fácil de piratear no mundo é um livro. Você nem precisa de um computador; basta uma fotocopiadora! Mesmo assim, livros não são pirateados porque as pessoas não gostam de ler. Elas gostam de uma atividade mais passiva, por exemplo, ouvir música. Caso os editores passem a agir histericamente como os donos de gravadoras, em vez de procurar uma solução em meio à crise.
Grandes obras só nascem da crise.
Debate sobre redução da jornada de trabalho causa confusão
Os deputados obviamente são a favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, afinal eles só trabalham de terça a quinta. Mas o que significa a redução da jornada de trabalho? Para a Confederação Nacional da Indústria é menos produtividade. Mas para os que defendem a redução, isso significa que nesse horário a mais livre, o trabalhador vai estar consumindo, ou seja, vai fazer girar a roda da economia de outro jeito. Além disso, a redução de jornada de trabalho de um trabalhador, causaria o aumento dos postos de trabalho…
Tudo isso pode ser verdade, tudo pode ser mentira. Não sei.
Importante é que seguimos assim a tendência do menor esforço dos tempos atuais. As máquinas devem fazer o trabalho pesado, para que finalmente tenhamos o ócio criativo, que Domênico di Masi falou… Não precisamos mais fazer esforço físico, não precisamos fazer mais cálculos difíceis! Nossa mente se volta inteiramente para o lado criativo, para aqueles misteriosos momentos onde a intuição impera. Com quatro horas a mais, pode ser que isso aconteça. Mas é claro que não vai ser com todos. Talvez dediquemos essas horas a mais livres para a nossa estupidez (e como tem gente estúpida no mundo!) ou dediquemos à nobre arte da sonequinha. Não vamos aos shoppings gastar nossos salários. Vamos passar com a nossa família, com nossos amigos, com nosso animal de estimação, com nosso videogame. A roda da economia que espere.
Todo esse papo sobre redução de jornada de trabalho me fez lembrar um curso de artes gráficas que eu fiz há muito tempo. Era numa instituição católica e antes das aulas, o diretor geral reunia todos os alunos em uma sala e dava um recadinho moralizante por dia. Não era chato, nem demorado. Pois bem, um dia o diretor dissertava sobre o valor do trabalho e que todos nós devíamos ter uma ocupação na vida e tal. Até que chegou certo ponto em que ele disse que o dia tem 24 horas para podermos dividir “8 horas para o trabalho, 8 para o descanso, e 8 para a diversão”.
A conta do diretor estava certa, mas sinceramente, nunca senti que me diverti 8 horas seguidas na minha vida. E quanto a dormir 8, bem só nos finais de semana. E as duas horas indo de casa do trabalho e do trabalho pra casa contam como trabalho? Ou dversão? Há algo errado com meu dia, ele tem menos de 24 horas! Organizar o tempo ajuda muito, o problema é por onde começar… Talvez reduzindo a jornada de trabalho! O projeto está em discussão em Brasília. Que o melhor seja feito.
Tá, é mentira! A única gripe que eu tive nesse inverno foi a comum, durou uma semana e passou… Mas o pânico da gripe A, ou suína, ou AH1N1, ou “A nova gripe” que chegou para abalar (esse é o melhor nome) é verdade.
As férias de julho se prolongaram e na UFRGS, digníssima instituição da qual sou aluno, as aulas só voltam no dia 17 de agosto. O mesmo ocorre na PUC e em escolas da rede pública e particular… Crianças e jovens são os que mais pegam essa tal gripe, o que é estranho. Afinal, são as pessoas com maior resistência para a gripe comum… Enfim, não sou médico. Mas um dos diversos caras que aparecem na tevê falando sobre o assunto disse que os jovens são mais propensos à gripe suína porque andam em grupos e… se beijam! E isso é fator de disseminação do vírus!! o.0
É cada uma, e a histeria corre solta. Até eu tenho a minha máscara, mas ainda não tive a cara de pau de sair com ela na rua. Queria sair, só pra ver a reação das pessoas.
Segundo o ministro Temporão, a gripe comum é mais séria do que a gripe suína. Se pensarmos em quantas pessoas morrem de gripe no Brasil, pode ser que seja correta a análise. Mas uma doença nova vende mais jornal e lenços de papel. Sinceramente, não acho que a gripe suína seja erradicada de todo o mundo. Vai ser uma doença como a cólera, malária, febre amarela; coisa distante, mas que existe. Ou então vai ser uma das pragas que vai destruir o mundo até 2012.
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Por falar em pragas que dizimam a humanidade, eu lembrei da Æon Flux, um dos primeiros desenhos animados que eu vi na vida, sério! No enredo, 99% da humanidade morre devido a um novo tipo de vírus (hmmm…). Um famoso cientista, Trevor Goodchild, descobre a cura e o restante da humanidade passa a viver em duas cidades, Monica e Bregna. Mas os efeitos colaterais dessa cura trazem desconfiança a um grupo de rebeldes, dentre eles a Æon, a protagonista, que se opõem ao governo que Goodchild estabeleceu (claro, afinal ele foi o salvador da humanidade).
Tem um filme com a Charlize Theron.
Tem um artigo na Wikipédia.

Se a humanidade consegue controlar uma gripe, ela não merece existir!
Oi, MySpace! (Chegando em terras tupiniquins o MySpace)
Tchau, MySpace! (Com dez funcionários, MySpace do Brasil fecha em 1º de julho)
Lendo o post de 2007, posso ver que uma rede social tão politicamente correta não poderia fazer sucesso no Brasil ;P. Brincadeiras à parte, o MySpace não empolgou por ser muito complicado. Ele é cheio de códigos e as páginas geralmente viram uma bagunça. E o promocional também não colaborou: no Brasil não há tanto essa cultura de “coisas” que surgem da internet e vão para o mundo offline. Shows secretos, promoções relâmpago, só quem é muito geek pra acompanhar isso. E vou sentenciar: o brasileiro médio não é geek. Falei.
Mas vejamos o Twitter. Ele é simples e popular. Simples ou pobre? Depende do ponto de vista. Mas as redes sociais de maior sucesso serão aquelas que ainda pegam o usuário pela mão pra ele fazer o que quiser. Descobrir os recursos sozinho é chato e desmotivante.
No caso do Brasil não é diferente. E ainda há o fator “popularização”. Se uma ferramente da web se populariza excessivamente, ela passa a ser mal vista (ninguém aqui pensou no Orkut). Mas as antigas leis de mercado também funcionam para a web. Se não se populariza o suficiente, também fracassa.
Ainda tiraremos uma lição disso tudo.
Afinal, o que é o vinil? É um tipo de polímero, como a gente viu nas aulas de química. A fórmula é n[H2C-CH-Cl]. Essas coisas a gente lembra sabe-se lá por quê. É por associação, eu acho. Lembro de fatos que aconteciam nas aulas e associava com as fórmulas… Aí não tem como esquecer. Bons tempos de escola…
Bom, o que pode vir a ser o vinil. Mais especificamente, o disco de vinil, o LP? Ele pode vir a ser a salvação da indústria fonográfica? Em tempos em que gravadoras anunciam o relançamentos de álbuns de bandas como Radiohead ou Nirvana no formato de LP, o que significa esse aparente “retrocesso”, para um suporte que perde qualidade com o tempo?
O som do vinil é mais potente que os formatos digitais, comprimidos para ser mais leves. No vinil, não tem sentido economizar Kbps, afinal ele é analógico. E se formos comparar, o som do LP teria um som muito melhor que o de um MP3. Muitos puristas e saudosistas argumentam isso e têm a sua dose de razão, apesar dos ranços contra novas tecnologias.
Pensemos: o vinil está voltando e não é mera saudade de um “tempo bom que não volta nunca mais”. Ele é a resposta de gravadoras e artistas contrários ao livre download de música. O LP vem como um mensageiro do passado, que nos faz lembrar como a música era melhor (em qualidade técnica e estética) em outros tempos.
O vinil vem aí e vem com malícia. Ele quer destruir o MP3. Ele quer provar que o suporte é importante sim. Ele quer dizer que o passado sempre será melhor que o presente, em qualquer época.
Tem gente insana que valoriza o chiado do vinil. Isso é besteira. Chiado não faz parte da música. O som do MP3 é limpo, porém mais “fraco” em relação aos bolachões. Não se copia tão facilmente o vinil, por isso ele carrega aquela “aura” de peça única. Ainda que não seja.
A resposta dos novos Luditas ante à permissividade e ilegalidade do ciberespaço é essa. Voltemos ao passado, porque ele não é tão facilmente “copiável”. Então, o que vai ser melhor? Investir nas lojas virtuais, com músicas a 99 centavos, ou voltar a um tempo bucólico, no qual a música e a arte eram aparentemente melhores?
Quem tiver ouvidos para ouvir que ouça: o vinil vem aí. E vem cheio de ódio e malícia contra os formatos digitais. Pode acreditar.
A Índia tá na moda. A Índia é um daqueles países emergentes que enchem de desconfinaça os países ricos. É como a China, é como o Brasil. Mas desde cedo os indianos são retratados de diversas maneiras na cultura pop. De cara eu me lembro de três exemplos: O Dhalsim, do Street Fighter, o Hadji, do Jhonny Quest e o Abu, dos Simpsons. Err, bem, o que eles têm em comum? Eles têm hábitos de gente da Índia. Ou pelo menos, parece. Mas eles não passam de arremedos mal feitos; eles são visões etnocentricas; como saber como é de verdade um típico indiano. Ele está sempre de turbante? Ele é sonso e é dono de uma loja de conveniências? Ele estica os braços e usa crânios humanos como colar?
Finalmente consegui assistir a um pedacinho da nova novela da Globo, a dos indianos. Bom, nessa época de férias, a gente também tira férias da tevê (ou deveria). Como todos devem saber, Caminho das Índias tem como pano de fundo a cultura tradicional indiana e tal; ela parece um clone da novela O Clone, que abordava a cultura muçulmana. E de maneira bem caricata pra chamar a atenção do povo.
Mas, sinceramente, eu poderia jurar que isso era bem óbvio. Então, a novela é uma exacerbação de valores e costumes estrangeiros gerar interesse. Só que hoje eu ouvi uma conversa de um cara que achou a cultura indiana uma palhaçada e coisa e tal. Ele descreveu a seguinte cena: um personagem após acordar pela manhã abre a janela e vê uma viúva. E como isso é sinal de azar, ele resolve voltar para a cama, dormir e acordar de novo. Não é curioso? Bom, aquela pessoa à qual eu me refeir antes achou uma “palhaçada”. Mas até que ponto isso é verdadeiro ou isso é falso? Eu pelo menos não sei, porque nunca me aprofundei nos hábitos e costumes da Índia.
Como se isso não bastasse a frase final foi de matar: “mas os caras da Globo não iam fazer um troço que não fosse verdade, afinal eles pesquisam…” Comassém!? Foi então que eu vi a total falta de espírito crítico do “brasileiro médio”. Como assim, a Globo só faz enredos verossímeis? Desde quando? Será que não ocorre aos telespectadores que aqueles hábitos podem não ser verdade? Nós brasileiros já fomos retratados de maneira tão absurda no exterior, principalmente em filmes norte-americanos e aí não basta sentir na própria pele a falta de sensibilidade alheia, nós também vamos fazer o mesmo com outros povos?
Parece que sim, e sem remorso.
ATUALIZAÇÂO: Vi uma resenha para esse restaurante indiano em Londres. Parece ótimo!
Quem é fã já sabe: dia 26 de janeiro de 2009 vai ser lançado o terceiro álbum do Franz Ferdinand, Tonight: Franz Ferdinand (é assim mesmo, o nome da banda se repete no nome do disco, saca?). Sou suspeito pra falar, acho o Franz simplesmente do caralho e quem discorda é remelento e cocozento. Resolvi colocar esse vídeo que tem a data de… ontem. Por ser recente pensei: por que não dar uma de blogueiro descolado e ligado em novidades e tendências? Vou postar o vídeo no blog e posar de moderninho… Hmmm… Mas não vai ser um post que vai me dar essa impressão de indie antenado. Foda-se. Pra completar, só faltava eu estudar comunicação na Famecos, ou moda na FAAP.
Bem, as faixas são essas:
1. Ulysses
2. Turn It On
3. No You Girls
4. Send Him Away
5. Twilight Omens
6. Bite Hard
7. What She Came For
8. Live Alone
9. Can’t Stop Feeling
10. Lucid Dreams
11. Dream Again
12. Katherine Kiss Me
Que demais! Can’t stop feeling sempre foi uma das minhas favoritas. Eles já tocaram quase todas essas músicas ao vivo, o que significa que versões estão por aí na internê.
Na imagem: matéria do jornal Diário Gaúcho (dia 19 de julho de 2008) sobre os erros na caracterização de um jornalista, personagem da atual novela das 8. Então, quando é pra defender a própria categoria, vale a pena falar sobre jornalismo. Nos outros casos o jornalismo é intocável. A qualidade do jornalismo feito por certos jornais é apenas a "segmentação", para atingir as camadas mais pobres da população? E se esse tal persongem jornalista for do jeito que estão falando, pra mim tá muito bem feito =) ! Tá iguazinho a muitos que existem por aqui. É um faz-tudo e tendencioso.
Na verdade isso é só uma provocação. Eu nunca falaria mal dos nossos nobres jornalistas, até porque sou amigo de alguns (mas que esse é o típico jornalista brasileiro, isso é). Eu acho. Nós da Comunicação Social somos todos irmãos no sofrimento!
Novos tremores podem ocorrer nos próximos dias, diz especialista.
Estamos diante de uma nova novela midiática? Reportagens especiais, entrevistas com especialistas, plantões, coberturas sensacionalista sensacionais? Talvez, porque a novela midiática atual já deu no que tinha que dar e já tá ficando chata. Em vez de um crime selvagem, um desastre natural. Nossos tão aplicados jornalistas devem estar se coçando pra saber quando vai ser o próximo terremoto… Devem estar torcendo pra que da próxima vez morra alguém.
Eu nem senti nada. A terra embaixo dos meus pés está bem parada. 
A Internet nasceu em 7 de abril de 1969. É o que diz a wikipédia. Quem aos 39 anos faz tanto rebuliço, hein? Trinta e nove anos é… ahn… idade avançada. Tem gente que morre do coração nessa idade. Mas a Internet está aí viva, e nos matando. Muitas novidades saem da Internet e há quem diga que a revolução se dará por ela. Parabéns, Internet. Uma salva de palmas! Largue esse mouse e aplauda!!
Links do dia, os “Sem”:

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