A Índia tá na moda. A Índia é um daqueles países emergentes que enchem de desconfinaça os países ricos. É como a China, é como o Brasil. Mas desde cedo os indianos são retratados de diversas maneiras na cultura pop. De cara eu me lembro de três exemplos: O Dhalsim, do Street Fighter, o Hadji, do Jhonny Quest e o Abu, dos Simpsons. Err, bem, o que eles têm em comum? Eles têm hábitos de gente da Índia. Ou pelo menos, parece. Mas eles não passam de arremedos mal feitos; eles são visões etnocentricas; como saber como é de verdade um típico indiano. Ele está sempre de turbante? Ele é sonso e é dono de uma loja de conveniências? Ele estica os braços e usa crânios humanos como colar?
Finalmente consegui assistir a um pedacinho da nova novela da Globo, a dos indianos. Bom, nessa época de férias, a gente também tira férias da tevê (ou deveria). Como todos devem saber, Caminho das Índias tem como pano de fundo a cultura tradicional indiana e tal; ela parece um clone da novela O Clone, que abordava a cultura muçulmana. E de maneira bem caricata pra chamar a atenção do povo.
Mas, sinceramente, eu poderia jurar que isso era bem óbvio. Então, a novela é uma exacerbação de valores e costumes estrangeiros gerar interesse. Só que hoje eu ouvi uma conversa de um cara que achou a cultura indiana uma palhaçada e coisa e tal. Ele descreveu a seguinte cena: um personagem após acordar pela manhã abre a janela e vê uma viúva. E como isso é sinal de azar, ele resolve voltar para a cama, dormir e acordar de novo. Não é curioso? Bom, aquela pessoa à qual eu me refeir antes achou uma “palhaçada”. Mas até que ponto isso é verdadeiro ou isso é falso? Eu pelo menos não sei, porque nunca me aprofundei nos hábitos e costumes da Índia.
Como se isso não bastasse a frase final foi de matar: “mas os caras da Globo não iam fazer um troço que não fosse verdade, afinal eles pesquisam…” Comassém!? Foi então que eu vi a total falta de espírito crítico do “brasileiro médio”. Como assim, a Globo só faz enredos verossímeis? Desde quando? Será que não ocorre aos telespectadores que aqueles hábitos podem não ser verdade? Nós brasileiros já fomos retratados de maneira tão absurda no exterior, principalmente em filmes norte-americanos e aí não basta sentir na própria pele a falta de sensibilidade alheia, nós também vamos fazer o mesmo com outros povos?
Parece que sim, e sem remorso.
ATUALIZAÇÂO: Vi uma resenha para esse restaurante indiano em Londres. Parece ótimo!
Por um desses acasos do destino fiquei com a tevê ligada na Record. E tevê é aquela coisa: mesmo que você não esteja assistindo, acaba recebendo conteúdo por osmose. Aliás, uma osmose reversa, porque sai do meio mais concentrado para o meio menos concentrado (os vestibulandos devem se lembrar disso).
Em certo momento passou uma matéria sobre um novo seriado da Record, A Lei e a Ordem. A história se passa no fictício morro da Alvorada (existe uma cidade gaúcha com essa nome, achei um baita preconceito!), onde a criminalidade é grande e coisa e tal. O making of mostrava todo o trabalho pra montar câmeras e afins. As cenas externas são em uma comunidade do Rio de Janeiro (terra da Globo, por sinal).
O trabalho de jornalismo/marketing/corporativismo ficou bem interessante. Óbvio que a matéria da Record vai falar bem do seriado da Record. O mote é que o enredo não mostra mocinhos e bandidos de maneira tão maniqueista e por isso é melhor. O protagonista parece ser um traficante que antes tentou carreira no exército mas não conseguiu. Então o caminho do crime foi "a única saída" para ele sobreviver. Daí que decorre o não-maniqueismo: o personagem foi forçado pelas cicunstâncias a seguir o crime. Ele não é tão vilão, talvez ele seja também vítima.
Foi o que tentou ser feito em A Favorita, mas a técnica de confundir propositalmente mocinhos e vilões não durou nem meia novela. Isso dá certo em histórias que envolvam questões sociais como o tráfico de drogas e pobreza; não com sentimentos como o amor doentio. Isso pelo menos no que diz respeito a narrativas para o público massivo brasileiro.
Investimento pesado em super produções, na compra dos direitos de transmissão da Olímpiada de Londres, na contratação de astros da principal concorrente e em direitos de formatos estrangeiros; tudo isso mostra o que o senhor Senor Abravanel nunca teve a competência de fazer direito.
Tá, onde eu quero chegar com isso? Acontece que nos últimos dias eu tenho percebido muitas mensagens da Record. É em outdoors, em rádio, e-mails, notícias… Ei, já entendi que eles estão rumo à liderança! Tá bom!? Já entendi a mensagem. Chega. O trabalho de comunicação chega a ser agressivo às vezes. Pelo menos eu acho.
Acredito que um dia a emissora da Igreja Universal vai assumir a liderança no Brasil, desbancando os "católicos" da Rede Globo. Uma vez eu ouvi uma mulher falar na tevê que os evangélicos querem dominar o país. Ela se referia ao fato de como as religiões afro-brasileiras eram mal vistas por grupos cristãos. Hmmm… isso vai dar rolo, eu sei, mas não fui eu quem falei isso, inclusive não tomo partido de ninguém. Ok, mais uma vez, onde eu quero chegar com isso? Esse avanço das doutrinas neo-penteconstais são legitimadas pela ética protestante do que a ética católica de humildade e não acumulação de riqueza. São pensamentos distintos e que pegam fragmentos da Bíblia para argumentar. Nesse mesh-up de versículos bíblicos está a retórica cristã atual e por isso que é possível ter dois pontos de vista tão diferentes.
É essa ética que faz a Record se sentir tão à vontade no seu plano ambicioso. Graças a essa ética que eu vejo mensagens deles a toda hora, dizendo "venha!". Daqui a pouco eu me convenço de que devo assistir mais televisão, mas não em qualquer canal. Já entendi a mensagem, agora vou pensar um pouquinho.
Há muito tempo, recebi um convite para participar do programa o Aprendiz Universitário. O vencedro devia ganhar um estágio ou coisa parecida. Obviamente que gente pra concorrer a uma vaguinha na corporação do Sr. Roberto Justus. Com certeza é um grande feito profissional, que deixaria qualquer mãe orgulhosa. O e-mail tá lá na caixa de entrada há um bom tempo. Só não tentei a sorte por dois motivos:
- Estava fazendo minha monografia
- Participar de reality shows não condiz com meu nível intelectual (hohohoho) </esnobe>
Mas por via das dúvidas de resolvi arquivá-lo…. Quem sabe numa próxima…
Não, não vou falar da falta de liberdade de imprensa na China e blablablá, por que isso não me interessa agora. Só quero externar a minha indignação. Pois bem, hoje ocorreu a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim e eu fiquei com muita vontade de assistir a ela pela tevê. Mas eu não podia assistir à tevê no horário da transmissão e para me consolar, pensei nas comodidades do mundo moderno.
Se eu não pudesse assistir à abertura dos Jogos naquele momento, poderia assistir a qualquer momento, graças à internet. Mais tarde pesquisei no Youtube por vídeos da abertura dos benditos Jogos Olímpicos e cheguei a alguns resultados. Era só uma amostrinha para eu ficar só um pouquinho maravilhado nesse dia, poxa! Mas não, não fiquei! E sabe por quê?
Porque quando eu clicava no link do vídeo, aparecia uma mensagem do tipo: “esse vídeo não está disponível porque uma terceira parte reclamou direitos autorais” Em todos os vídeos que pesquisei! Grrrrr! Ora, se o troço passa de graça na tevê aberta, porque agora está protegido por direitos autorais? Agora vou ter de comprar um DVD da abertura dos Jogos Olímpicos, só porque não pude ver ao vivo? Estou profundamente…. indignado. Então tive de ver a maravilhosa cobertura dos jornalistas brasileiros, com suas reportagens e textos tão pertinentes, enquanto passam as imagens. Bom, vi o olodum chinês, o cara voador que ascendeu e acendeu (entenderam, ãhn? =D) a pira olímpica e tudo mais.
Bem legal!
* * *
Outra coisa: No link do Ad!vertido estão as logomarcas de (quase) todas as edições dos Jogos Olímpicos, desde 1896. As primeiras são uns cartazes de uma caricata art noveau. Têm valor histórico tão-somente. Já os outros logos são bem, mas bem feios. A coisa parecia estagnar, quando veio o logo da Olimpíada de Barcelona, 92. Ainda é o mais bonito de todos, na minha opinião. Depois dele vieram outros logos bacanas, que deram a impressão de que há uma nova maneira de ver as Olimpíadas. Olhem Atlanta 96, Sydney 2000 e Atenas 2004. Finalmente acertaram a mão. O logo de Pequim 2008 também é muito legal. Mas aí vem o logo de Londres 2012, um verdadeiro retrocesso…



Não sei se falei pra você pessoalmente (talvez eu não o conheça pessoalmente), mas há uns meses eu recebi uns artigos científicos lá do Japão. Mas eles estão em inglês e em alemão, porque se eu fose ler umas vinte páginas em japonês, eu ia passar minha monografia mais traduzindo texto do que estudanto. Talvez se eu fizesse letras ia ser o máximo. Ahhn… Pois bem, dias atrás comecei a ouvir um regalo do Japão. A trilha de Macross Frontier, que contém o mega hit “What ’bout my star?”, carinhosamente apelidada de “O Obama está?”. =) Uma letra típica de anime, misturando inglês e japonês, se nenhum pudor… Como é que pode…!? Bom, mas tô ouvindo direto e por isso mesmo ando meio chato hoje. Só hoje.
Macross Frontier Original Soundtrack - Nyan FRO.
- 1. Frontier 2059
- 2. Welcome To My FanClub’s Night! (Sheryl On Stage)
- 3. What ’bout my star? (Sheryl On Stage)
- 4. Iteza - Gogo 9ji - Don’t be late (Sheryl On Stage)
- 5. Vital Force
- 6. Triangular
- 7. Zero Hour
- 8. What ’bout my star?@Formo
- 9. Innocent green
- 10. Aimo
- 11. Big Boys
- 12. Private Army
- 13. SMS Shoutai no Uta ~ Ano Musume wa Alian
- 14. Ninji-n Loves you yeah!
- 15. “Chou Jikuu Hanten Nyan Nyan” CM Song (Ranka Version)
- 16. Alto’s Theme
- 17. TALLYHO!
- 18. The Target
- 19. Bajura
- 20. Kira Kira
- 21. Aimo ~ Tori no Hito
- 22. Take Off
- 23. Infinity
- 24. Diamond Crevasse
Sabe o que me deixa mais feliz do que saber que a final da Eurocopa fez a Record ganhar daGlobo no domingo último (16 a 12)? Foi saber que a Espanha ganhou da Alemanha. Depois das últimas notícias vindas de lá, acho que foi o melhor que aconteceu. Foi bom para a geopolítica européia. Ufa!
“Supernanny” do SBT leva soco de menino de 4 anos
A Supernanny é igual ao Ivo Holanda: se mete com quem não deve e acaba apanhando. Tomou um sopapo!! Oh! mas os adultos também são violentos… E então? Os socos deles é que doem!
Sabia que ela é argentina? Ter uma babá argentina é o máximo do castigo…. Quer dizer, não sei…
…
Cara, o blogsome tem uma parte que mostra de onde as pessoas vêm quando chegam a esse blog. Algumas pessoas visitam o site através de pesquisas no Google. Tô com medo. É cada coisa estranha que pesquisam e o pior de tudo é que vêm parar aqui! Conclusão: esse blógue fala de coisas estranhas e eu devia ter medo do que escrevo.
Como esse blógue anda meio que muito desatualizado, resolvi colocar esse vídeo de uma banda da qual eu gosto muito, The Fratellis, pra compensar. Pensei em fazer como a TV Record: colocar episódios do Pica-Pau quando não tivesse nada melhor pra apresentar… Mas nem me dei ao trabalho de procurar no iutúbio. Então, como tapa-buraco na grade de programação, aí vai algo muito mais legal! ;)
Enjoy!
Filme que passa na tevê não é muito bom mesmo, dublado, com comerciais e tal. Mas hoje eu perdi um que eu queria ver. O filme do Mortadelo e Salaminho passou e eu só vi um pedaço. As histórias de Francisco Ibañez são muito engraçadas, porém é quase impossível achjar alguma coisa hoje em dia. Eu não consegui…
O filme parecia estranho na atuação e na fotografia, lembrava um poucoo Inspetor Bugiganga, sabe. Mas só um pouco. Como é estranho adaptar esses quadrinhos/desenhos animados cômicos para que atores de carne e osso atuem. Sabe, desenho é desenho, e gente é gente…
Outra coisa legal que passou na tevê esse fim de semana foi Billy, a Garota, dirigido por Mário Bortolotto. É uma produção para a televisão com atuações excelentes (destaque pra cena final). Hmmm, como é que eu vou falar isso… é bem melhor que… produções… locais, sabe. É que foi produzido pela TV Cultura, de São Paulo; outro nível. Nada dos clichês a que estamos acostumados.
Mas vi só o final. Grrr!… Não leio a programação da tevê nos jornais. Quando é que a tevê digital vai chegar aqui pra gente poder voltar a programação, gravar, assistir em wide screen, de cabeça pra baixo, de lado, fazer a pipoca, preparar o suco e tudo mais que ela promete fazer!? Hein?
Não, não é deslizamento de terra. É deslize nas localizações de países e de cidades da Europa. A CNN, provando ser norte-americana comete um erro típico. Mapa da Europa
A Suiça fica aí pra eles. Mas…:
E tem mais um erro desses. Só olhar o que eles fazem com as cidades da França. Imagina como não deve ser o mapa da América do Sul! Nunca mais confio nos mapas que eu vejo na tevê.

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