Maurício de Sousa anda lendo muito mangás. Primeiro, ele lança a Turma da Mônica Jovem em agosto de 2008 (e por pouco não vira tema da minha monografia). E agora ele Sousa cria um personagem supostamente gay, o Caio, na nova revista da Tina, voltada para um público mais adolescente (ma non troppo). E logo apareceu uma polêmica sobre a “influência” que um personagem gay teria sobre os pré-adolescentes… Baita bobagem. A homossexualidade não é nada de mais, e ninguém vai se declarar gay porque leu numa revista para fazer isso. Que bom que esse tema é tratado naturalmente, sem preconceitos e falsos moralismos.
Mas de onde o autor tirou a ideia de criar um personagem cuja orientação sexual é duvidosa? Eu pergunto e eu mesmo respondo: dos quadrinhos japoneses. São neles que os seres humanos são mais humanos. São nos mangás em que os personagens têm problemas na escola, procuram emprego, sentem fome, dormem até tarde, vivem dilemas amorosos e também têm dúvidas quanto ao que realmente são. Isso inclui ser homossexual ou não.
Ora, nos mangás um personagem como o Caio seria extremamente comum. Personagens gays, ou supostamente gays, aliás, geram histórias muito ricas e interessantes. Às vezes a naturalidade com que o tema é tratado assusta ao conservador pensamento ocidental que acha que história em quadrinhos é somente para crianças. O que parece novidade e polêmica nos quadrinhos brasileiros não é nenhuma novidade lá do outro lado do mundo.
Por essas e outras que eu gosto mais dos mangás.

Performance de May’n para Northern Cross no Budokan em 5 de novembro de 2008. Quase um ano atrás. Só agora foi lançado o DVD de Macross F Final Galaxy Tour. Essa é uma amostra. Mais que suficiente pra mim! =)
Via: Random Curiosity
Carlos Antonio Felicio Teodoro é verdadeiro nome do Chico Bento. Ele não se chama Francisco! Pois bem, esse personagem que vive lá na roça e nem deve conhecer a Mônica (eles já se viram em alguma história? Acho que não) e sua turma virou notícia hoje devido a um palavrão inserido em uma tirinha publicada pela própria Secretaria de Educação da Bahia em uma revista.
A tirinha tá aí embaixo:

O diálogo original, tem mais sentido:
- O meu pai tem oitocentas cabeças de gado. E o seu?
- O meu pai tem só um boi, mas ele tá inteirinho.
Engraçadinho. Melhor que um palavrão. Mas então, por que alguém iria alterar o diálogo original!? Porque a piada é ruim? Ora, bolas! Afinal, qual é a melhor piada? A tira está em um revista com fins pedagógicos. Bom, a lição serve pra nos respondermos a pessoas arrogantes e esnobes!
Mas pra não dizerem que na internet a gente só lê bagaceirice, aí vai uma aulinha. A expressão “cabeças de gado” é um exemplo de metonímia. Uma metonímia acontece quando usamos uma palavra no lugar da outra, baseando-se na constante relação entre as duas. No caso, é uma metonímia da parte pelo todo.
Bela lição. Sabe o que você faz com ela.
P.S.: Hoje é meu desaniversário!
Já faz alguns dias, eu sei, mas esse vídeo aí é da inauguração do Gundam em tamanho “real”, que foi construído em Odaiba, no Japão. Ele faz parte das comemorações de 30 anos da franquia, originalmente produzida pela Sunrise.
O fato de Gundam ser um robô mais próximo da realidade ajudou muito para que a construção fosse bem-sucedida. Nos desenhos, aquela estrutura de aço parece muito verossímil diferentemente de outras séries de robôs. E fora que os personagens humanos são totalmente substituíveis, a cada nova série é um novo grupo de pilotos. Os astros são os robôs.
Legal que o enredo de Gundam envolve uma geo-política toda particular, sem dar tanto destaque para o fator tecnológico. A tecnologia não é nenhum delírio para a humanidade daquele futuro suposto, ela convive com aquilo normalmente. Às vezes o jogo de interesses políticos chega a ser meio complexo, mas não é nada que alguém com um cérebro não consiga compreender. O mais confuso, certamente, são as diversas séries e universos paralelos que surgiram depois que a Bandai comprou a Sunrise em 1994. Então, procurar uma linearidade nas diversas séries é perda de tempo.
Gundam é uma ideia originalmente concebida pelo roteirista e escritor Yoshiyuki Tomino e o design dos Gundams é creditado a Kunio Okawara, especialista em desenho de maquinários e coisas do gênero. Foi que ele quem desenhous os Valkyries de Macross também!
Aí é que a gente nota que fazer a casca é fácil, mas haja chips e circuitos pra fazer uma tonelada de aço feito um Gundam voar, dar tiro, espadada (sim, ele usa uma espada também) e tudo mais. A tecnologia por dentro não evolui tanto quanto a tecnologia por fora, não é mesmo? Caso contrário, esse Gundam de Odaiba podia defender o Japão da Coréia do Norte, facinho, facinho.
No dia que esses robôs forem necessários para a guerra, estaremos muito mal. A ficção nos ensina isso!
Ristorante Paradiso é um anime simpático sobre, Nicoletta, uma garota que vir aprendiz no restaurante do padastro em Roma. Simples assim. Sem lutas, sem explosões, sem ângulos loucos de câmera. Não que eu não goste disso também, mas Ristorante Paradiso prova que a animação japonesa pode ser mais diversificada do que o senso comum pensa. Só vi uns trechos, mas achei muito bem feito. Vai ser uma das novidades da temporada de primavera (outono, no hemisfério Sul).
Chegou a primavera! Mas eu ainda não notei. Aliás, estou tão atarefado com o grande trabalho da minha vida, chamado TTC…
Okay, em todo caso, aí vai uma dica de qusdrinhos: The Perry Bible Fellowship. São várias tiras bem-humoradas e bem coloridas. Mas, sinceramente, eu acho que as “web comics” deviam ser dispostas verticalmente, com leitura de cima para baixo. Por quê? Porque os navegadores fazem com que a leitura seja assim. A gente lê como se liam os pergaminhos, ou como lêem os orientais.
Enfim, fica um tema para quem discute linguagem de história em quadrinhos…
Em 7 de julho, vai acontecer o encontro do G8, aquele em que sempre tem protesto do lado de fora. A sede desta vez será o Japão. Tá e daí? Bom, é que por iniciativa do Ministro das Relações Exteriores do Japão, estão distribuindo um guia gratuito sobre a história das reuniões do grupo dos países mais ricos do mundo e sobre a ilha de Hokkaido (a ilha grandona ao norte do Japão, é so ver um mapa). O guia é todo em formato mangá, com os personagens do Detective Conan. Pra quem não sabe, Detective Conan (também chamada Case Closed) é uma série que começou em 1996 e tem mais de 400 capítulos na TV e mais de 50 volumes nos quadrinhos, e dura até hoje. O mais interessante é que o Japão assume o mangá como um cartão de visitas seu, porque afinal de contas o resto do mundo reconhece o mangá como uma manifestação cultural tipicamente japonesa. Quem quiser baixar o guia completo, pode baixar os pdf’s. Vai ser bom até para os manifestantes não perderem o caminho até os irresponsáveis chefes do mundo.
viaHoje faz dez anos que estreou o segundo melhor desenho animado do mundo. E com a melhor trilha sonora do mundo, baseada somente em jazz e blues. E com os personagens mais carismáticos do mundo. E com a melhor direção do mundo. Essa daí é a abertura.
Como eu me sinto velho: as coisas da minha infância e adolescência já estão completando uma década.
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Todo mundo sabe (ou deveria ter a obrigação de saber) que eu gosto de quadrinhos, especialmente mangá. Por gostar dessa nobre arte que eu me diverti muito hoje lendo as estórias do Toy division. Personagens fofinhos e desbocados, uma combinação que dá certo.
Aqui está uma das minhas favoritas.

