Você se lembra da queda do Muro de Berlim? Confesso que eu me lembro bem pouco. Eu assisti a algo na TV: alguns blocos de concreto, as pessoas pulando e agitando bandeiras em cima do muro, uma multidão na noite. Uma enorme multidão reunida na mesma noite. Só depois de muito tempo, nas aulas de História, pude perceber o que significava o fim do comunismo e as consequências para o povo alemão. Espero que isso nunca seja esquecido.
E na Internet podemos encontrar mais informações sobre o impacto desta data histórica. Esta reportagem da BBC mostra três importantes nomes da época, Mikhail Gorbachev, Helmut Kohl e George Bush pai, falando sobre o que aconteceu e sobre as suas opiniões sobre o evento.
Eu também encontrei este site sobre o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim. É em alemão. Como é um site feito em flash, você não vai ser capaz de traduzi-lo se você não falar essa língua.
De qualquer forma, vale a pena pesquisar sobre o fato histórico que nos deu alguma esperança no futuro. O fim de um totalitarismo deve ser comemorado sim!>/font>
Cara, esse é um verdadeiro clássico do rádio. A Guerra dos Mundos, narrada por Orson Welles em 1938. Tão realista, que as pessoas olhavam para o céu à procura dos marcianos. Bom, boa parte do susto da população se deve a pouca familiaridade com um meio de comunicação como o rádio. Mas mesmo assim, mais de 60 anos depois, esse áudio ainda vale muito a pena. Você pode baixar a versão na integra aqui (27Mb). Que bom que é de domínio público. Baixe sem culpa. É histórico.
Hoje, primeiro de setembro, completam-se 70 anos do início da Segunda Guerra. Tecnicamente, o conflito começou quando o navio alemão Schleswig-Holstein atacou um posto avançado polonês; primeiro passo da invasão da Polônia pelas tropas nazistas. A Guerra tem suas consequências até hoje, mostrando que as gerações passadas não entendem nada e que não podem nos dar lição de moral a respeito do que fazemos ou não. A estupidez do passado permanece viva em velhas utopias de transformação geral do mundo. Mas o que aprendemos com a Segunda Guerra é que:
Ninguém é (muito) melhor que ninguém.
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Falando em guerra e em Segunda Guerra, não demorou muito para fazerem paródias sobre a saída de Noel Gallagher do Oasis. Essa é uma:

Procuradoria vai pedir prisão perpétua nos EUA para acusado de pirataria
Desde o século XVIII eu não via algo assim!! haha Um pirata de verdade (não esses que vendem produtos falsificados) é preso e está prestes a ir a julgamento… Juro que estou até mesmo um pouco emocionado. Isso porque quem me conhece sabe o quanto eu gosto de navios, barcos etc e me interesso por assuntos… digamos… marítimos. Piratas. Soa arcaico, ligado a um passado aventuresco e tudo mais. Piratas de ontem e de hoje sempre foram criminosos. O destino deles é a prisão realmente. Mas piratas de ontem, e de hoje, são verdadeiros fanfarrões, debochados, que riem do perigo e das autoridades. Além disso têm também uma história de vida muito triste. A Somália é um país sem governo há anos. Lá não existe indústria, não existe agricultura, não existe comércio. A alternativa é procurar oportunidades no exterior. E isso inclui o mar; eterna parte sem lei do globo. Apesar de estar errado, eu sinto um pouco de simpatia por piratas. A vida no mar deve ser boa. Mas é ingenuidade da minha parte, eu já sei. Mas é que… sei lá… alguém me dê um barquinho de presente de aniversário!
Ontem foi aniversário de Claude Levi-Strauss! Mais especificamente foi o centenário dele. Um dos últimos estruturalistas vivos… Oh! Tive de ler um livro dele esse semestre Mito e Significado. Muito esclarecedor. Mas ele ficou famoso por ter escrito Tristes Trópicos, em que relata suas impressões sobre o Brasil, desde as tribos indígenas até a metrópole paulistana. Bem legal! E começa de maneira provocativa: “Odeio as viagens e os exploradores. E aqui estou eu disposto a relatar as minhas expedições”.
E começa o livro.
Na Wikipedia.
Desde o dia 16 de julho em São Paulo está acontecendo a exposição “Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra de arte”. Tem os ready-mades, o urinol a roda de bicicleta e tudo mais. Tem também o "Etant donnés", que é uma obra do Duchamp que não foi ele que fez, sacou? Ele só deixou as instruções de como fazer uma lente em um buraco numa parede. Através da lente, se via uma mulher pelada. Que excitante…. ou artístico, depende. O urinol assinado com o pseudônimo R. Mutt é a obra mais famosa. Enquanto isso…
No domingo último, houve uma série de manifestações na Colômbia contra as Farc e a favor da libertação dos reféns da organização criminosa. As Farc estão muito enfraquecidas e desde a libertação de Ingrid Betancourt a tendência é que sejam cada vez mais condenadas por seus atos. O sequestro dela gerou muita mas muita comoção na França e não haja dúvidas de que os franceses estarão mais engajados na luta pela libertação dos reféns das Farc.
Comovente também é um machado. Um artista especialista em happenings, Pierre Pinoncelli em junho de 2002 cortou um pedaço do dedo mindinho com um machado para protestar contra o seqüestro de Betancourt. Bom, e agora que ela voltou? Foram seis anos em que fazia sentido não ter um pedaço do dedo - cada um protesta do jeito que acha mais conveniente -, mas e agora?
Pierre Pinoncelli tem lá seus problemas com a lei. Ele já foi preso e condenado a pagar uma multa em 1993 por invadir o Salão de Arte de Nîmes e urinar na obra "A Fonte" (o tal urinol) e dar uma martelada no objeto. Em 2006, ele volta a dar uma martelada, dessa vez em uma das várias réplicas de "A Fonte". A justificativa do artista dos happenings foi didática: "(…)um urinol em um museu deve obrigatoriamente se prestar a que alguém urine lá dentro um dia. (…) A urina faz parte da obra e é um de seus componentes. Urinar ali termina a obra e lhe dá sua plena siginificação(…)". No fim das contas, ele se julgou co-autor da obra, porque a terminou. Eles fez o que em quase oitenta anos não se fez: mijou na Fonte. Realizou o espírito Dada, do desrespeito. Palmas pro Pinoncelli!
Mas com essa onda de roubo de obras de arte no Brasil, temo pela segurança das obras de Marcel Duchamp. Se sequestrarem o famoso urinol, que parte do corpo Pinoncelli vai decepar dessa vez!?
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Post Relacionado: Sem juri, nem recompensa.
OBS: Muitas dessas coisas só sei graças à Cristina, minha profesora de francês. Merci professeure!
O Plenário aprovou nesta quarta-feira (2) emenda da Câmara ao projeto de lei do Senado (PLS 45/01) que concede anistia post mortem a João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, e aos demais participantes do movimento. De autoria da senadora Marina Silva (PT-AC), a matéria será encaminhada à sanção presidencial.
O que eu sempre achei legal na Revolta da Chibata é que ela foi uma revolta pós-moderna. Não tinha grandes pretensões, nem almejava uma utopia. Só queria que os castigos a chibatadas parassem. Simples. Talvez por isso que nossas crianças e nossos adolescentes nem estudem tanto isso.
Outra coisa: anistia post mortem o escambau! Agora que o sujeito tá morto, não vale. Fica parecendo… sabe…. hipócrita. Se governos anteriores erraram no julgamento a culpa é deles. Anistia tem que ser como estão fazendo agora com o Daniel Dantas, ainda em vida. E seu fosse ele, fugiria do Brasil. E daria bastante risada. É isso que a Justiça quer que ele faça. O mundo é dos espertos. E se o judiciário não consegue ser mais esperto que os criminosos, então dane-se. É mais um que escapa? Ou vão trocá-lo pelo Cacciola?
No dia 1º de julho, completaram-se 29 anos do lançamento do Walkman. Tá e daí? E daí que o Walkman é o avô dos mp3 players, tão em voga ultimamente.
O Walkman marcou profundas mudanças na relação das pessoas com a música. Se no passado, para apreciar a música era necessária a presença dos músicos e dos instrumentos, com a reprodutibilidade técnica (ah! sim!) a relação muda drasticamente. Não é mais obrigatório ir a um espaço público, pode-se ouvir música em casa, quantas vezes se queira, a qualquer volume, a qualquer hora, na ordem desejada pelo ouvinte. Cada um ouve a música do jeito que bem entende no conforto do lar.
Mas com os aparelhos portáteis, o individualismo e a desatenção na hora de ouvir música aumentam. A digitalização da música, possível principalmente depois da tecnologia do Compatc Disc, fez a capacidade de armazenagem aumentar e o tamanho dos aparelhos diminuir. Com um aparelho na mão ligado a fones de ouvido, o ouvinte podia então ouvir suas músicas preferidas em qualquer lugar, durante as atividades mais rotineiras, ao atravessar a rua, ao caminhar no parque ou ao pegar o ônibus. Essa liberdade é de fato um isolamento cada vez maior das pessoas no espaço público. Antes, todas estavam juntas ouvindo a mesma coisa, hoje cada uma ouve o que quer, mesmo que estejam lado a lado.
E o Walkman é o início disso. O Walkman é fabuloso e mítico. Uma maquininha formidável. Não o que discutir quanto a isso; o Walkman é mágico. Seu inegável sucesso se explica se entendermos o rumo que estamos tomando no “isolamento acústico” na apreciação da música. Aliás, nem se pode falar em apreciação; hoje em dia a música só serve pra preencher o ambiente, para não ouvir a desorganização e o caos das cidades, ou as vozes desiteressantes dos outros.
Ao andar pela rua e ver pessoas ligadas por dois fiozinhos a um celular ou a um tocador de mp3, eu penso nisto: como mudou a relação do ser humano com a música. Ela era para ser apreciada coletiva e atentamente. Hoje em dia não dá mais pra fazer isso. A gente nunca está só ouvindo música. É ouvindo música e fazendo alguma coisa. E na maioria das vezes, sozinho. Ficamos isolados, para ouvir aquela canção quantas vezes quisermos, no volume que quisermos, na ordem que quisermos. Faz quase trinta anos.
Kimbo Slice na ESPN Magazine. Você já deve tê-lo visto
no Youtube. Ele é famoso. Ele é mau. Ele é aterrorizante!!! Mas ele também tem uma história de vida.
Se liga só, mano! Ou vai tomar porrada!

