O fogo pegou pesado no Rio de Janeiro. Não apenas nos morros cariocas, onde ônibus e casas foram queimados, mas também em 90% da obra de Hélio Oiticica, o criador dos parangolés. Já não existe nenhum parangolé para vestirmos? Bom, acho que não. Mas o bom dessa arte mais recente é que ela é facilmente reproduzível. Outra pessoa pode fazer o seu próprio parangolé e sair por aí. Mas nem tudo é assim. As obras de arte ainda são únicas, ainda têm aquela aura colocada pelo artista.
Enfim, é uma pena.
Também é uma pena que a cidade-sede dos jogos olímpicos de 2016 ainda sofra com a questão da segurança pública. Talvez tenha sido um choque de realidade para as autoridades, que sonham tão alto, mas que não conseguem sanar os problemas mais básicos da população.
A próxima década será uma década em que o Brasil vai estar no centro das atenções, pelo menos quando o assunto é esporte. Segue uma lista dos eventos esportivos da próxima década:
- 2013: Copa das Confederações
- 2014: Copa do Mundo
- 2015: Copa América
- 2016: Olimpíada no Rio de Janeiro
Bastante coisa. E já passou um pouco da euforia pela escolha do Rio de Janeiro para sede dos jogos olímpicos e tal… Bom, não vou ser mais uma daquelas pessoas que vai se posicionar contra todo o esforço do Brasil para sediar esse evento. Mas, de fato, acho que temos outras prioridades.
O principal argumento a favor das olimpíadas é que ela vai atrair vai atrair diversos investimentos, tanto estatais quanto privados. Ela é um motivo, uma razão de ser. Por ela há investimentos em transportes, segurança, infra-estrutura e há geração de empregos. Coisas que não aconteceriam sem esse incentivo.
Não é de todo errado pensar assim. Mas também, pra que precisa haver uma olimpíada para que tudo isso aconteça? Ainda mais com o risco de acontecer um fiasco como atrasos e corrupção. Temos os (maus) exemplos dos Jogos de Atenas, ou da vindoura Copa do Mundo da África do Sul.
Em suma, esses grandes eventos esportivos são um grande elefante branco. São muito bonitos, são muito caros e são motivo de orgulho, mas dão muito trabalho para mantê-los e a relação custo-benefício talvez não compense. Pode ser que um dia o COI vai implorar para que alguma cidade no mundo queira as Olimpíadas, pois governos do mundo inteiro não vão mais achar tão interessante assim ter tanto trabalho por benefícios que não duram para sempre…
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Uma coisa boa que a Copa do Mundo traria vai trazer é a construção do trem-bala Rio São Paulo. Mas a licitação já atrasou e o BNDES já disse que não pode emprestar R$ 20 milhões assim, de uma só vez para a obra. Ou seja, estão perdendo tempo precioso e o vexame bate à nossa porta… Em Porto Alegre, também se pensa em aumentar a linha do metrô. Mas nem licitações estão fazendo… duvido muito que algo fique pronto até 2014. As seleções vão chegar aqui e vão ver um imenso canteiro de obras.
Colei grau. Sou baacharel! Mas… Prova de alemão esse sábado. E uma frase não vai sair da minha cabeça: “Wir haben mehr zu bieten”.

Foto: BBC Brasil
Tradução: Nós temos mais a oferecer. A foto de Vera Lengsfeld, do mesmo partido da chanceler alemã Angela Merkel, para a campanha das eleições gerais daqui a dois meses deu o que falar. A história do decote de Merkel é mais antiga e pode ser entendida aqui. E aqui uma notícia em alemão.
Sinceramente, não tem nada de mais nisso, a não ser que alguém seja muito conservador ou muito tarado, pra ficar olhando para os dois pares de seios do cartaz sem parar. Tem um nome pra essas mulheres assim, né? É MILF (eu não sei explicar direito porque eu sou muito inocente, se você quiser procurar o que significa, vá por conta e risco).
Pois bem, o cartaz acima junta os três elementos para atrair o olhar: política-propaganda-sexo. Talvez uma pitada de mau gosto. Mas o objetivo do cartaz foi chamar a atenção. Pois bem, os decotes ousados de senhoras quase bi-balzaquianas (2X30) causam polêmica, mas será que vai gerar votos? Vejamos. Só espero que não haja corrupção e que os funcionários não fiquem mamando nas tetas do governo…
Simon e Calheiros batem boca em plenário do Senado
O bate-boca entre os senadores Pedro Simon e Renan Calheiros foi o fato do dia. Collor entrou no meio da discussão e tudo por causa do Sarney, que não vai dar o gostinho de se afastar do cargo de presidente do senado. Cheio de Vossa Excelência pra lá, de Dignissimo pra cá, mas a vontade dos dois mesmo é de mandar o outro pro inferno. Simon parece um exemplo de bom político, exaltado com a roubalheira que há no senado, um porta-voz da indignação do povo, não é? Não é. O seu discurso hoje não ajudou em nada a acabar com a crise do senado.
O que aconteceu exatamente? Um barraco básico. Bando de velhinhos… Na Coreia, sairiam no pau. Aqui nem isso. Mas não importa se são palavras ou tabefes (ia ser mais divertido), o baixo nível é o mesmo. Simon é ridículo quixotesco. E por isso tem mais é que s… sofrer mesmo. Ele está desatualizado para enfrentar as velhas raposas da política. Simon mais agrava do que ameniza a crise do senado. Bem intencionado, mas pouco eficiente. Se é fato que não precisamos de corruptos para legislar, também não precisamos de gente inerte para fiscalizar.
“É uma injustiça do País julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem composta, que tem prezado a sua vida para a dignidade da sua carreira e nunca, aqui, dentre os colegas, que não tenham encontrado, sempre da minha parte, um gesto de cordialidade e, ao mesmo tempo, participado. Nunca neguei um voto que não fosse a ser no sentido de avançarmos na melhoria dos costumes da casa”
Desfecho do discurso do Senador do Amapá (é, amigo!) José Sarney. Aquele em que ele tirou o corpo fora, dizendo que a crise é do senado, e não dele. Mas quem faz as instituições são os homens que lá estão. Não é hora de tirar o corpo fora. Não é hora de negar os parentes empregados e os indicados que só fizeram asneira. Procure por nomes como Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. A culpa dessas duas pragas é de quem? Não estou falando de culpa criminal (estou até pegando leve), mas de responsabilidade pelos próprios atos. O discurso enfurecido do Sr. Sarney não surpreende. Infelizmente. Ele e o senado se confundem. E isso não é um elogio… ao senado.
Já que o assunto é política/ economia e essas coisas de adultos barrigudos de terno e gravata, vou falar aqui do empréstimo que o Brasil vai fazer ao FMI. Será que lá dentro do FMI vão surgir faixas escritas com "Fora, Brasil!" como os brasileiros já fizeram "Fora FMI!"? Seria essa uma espécie de vingança econômica que esconde um grande amor, tal qual aquele livro Senhora de José de Alencar? Não.
Isso me parece mais pra ter status do que pra qualquer outra coisa. É "chique", como disse o nosso presidente. Mas, e daí? E daí que fica parecendo que o Brasil tem dinheiro de sobra, o que é sempre bom, mas é falso. Na verdade, o Brasil tem dinheiro de sobra. Ele só é ou mal usado ou retido. A argumentação do ministro da economia Mantega é complicada: esse montante servirá para ajudar países em desenvolvimento em suas economias, então esses países poderão importar mais de países como o Brasil. O dinheiro volta, entendeu? Mas não do FMI e sim de outras nações pobres. Claro, se não houver uma moratória ou qualquer acidente de percurso. No final das contas, é um investimento a longo prazo.
Sabe o que eu acho? Que o governo podia dar esses quatro bilhões e meio para os próprios brasileiros. Não emprestar; dar. Não como esmola. Quem sabe atirar pela janela de um prédio público, não sei. Dinheiro dado fomenta o consumismo que os nossos empresários tanto querem. Dinheiro vindo do trabalho poupa-se. Dinheiro vindo fácil gasta-se.
Definições de EVO, no meu dicionário.
EVO: [1] nome de um evento de videogames, do qual falei recentemente.[2] nome de um novo console de videogame. [3] Evo Morales: Um presidente e grevista de fome.
Ah não! Outro político gordo, fazendo greve de fome não! Aqui no Brasil, o Garotinho já fez isso, mas não sei se deu muito certo… E isso é um sacrifício pra ele, e não para os outros. Se alguém fizesse greve de fome por causa de algo que eu fiz ou falei, eu ia deixar morrer de fome. Greve tem que afetar a quem é o motivo da insatisfação e não a si próprio. E nessa época, os cristãos fazem jejum, é mais fácil ficar sem comer numa época propícia, quando todos ao seu redor também não andam na fartura (ou vai dizer que você, cristão, não jejuou na quarentena? Faça-me um favor!).
E o motivo da greve de fome me parece um tanto infantil. Só porque o jogo democrático não está a seu favor, ele bate o pé como uma criança mimada e diz que não vai "comer a papinha".
Sinto muito. Perdeu.
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Outra coisa: Esse negócio de não poder comer carne na Sexta-feira Santa não me afeta em nada. Não como carne o resto do ano mesmo! O que é um sacrifício para uns, pra mim não quer dizer coisa alguma. Vai ser um dia normal pra mim.
A Igreja já foi muito acusada de misogenia. Eu não entro no mérito, entretanto, ultimamente, Igreja e Mulher não andam se dando muito bem. É só ver o caso de estupro de uma menina de 9 anos em Pernambuco. Tendo acontecido o aborto, médicos e a garota foram excomungados pelo arcebispo de Olinda e Recife. Até aí, tudo bem. Sim, porque é a função dele seguir as normas da Santa Sé. Veja, não se pode dizer que a Igreja é incoerente. São contra o uso camisinha, são contra o aborto em qualquer circunstância, contra o sexo antes do casamento entre outros. Essa é a verdadeira face da Igreja. Um fiel não pode nem questionar, porque o cristão deve ser manso, e não rebelde. A Igreja disse que é assim e ponto, quem não gostou, tá fora do Céu.
Bom, então, foram excomungados. Grande coisa. O problema é quando o tal arcebispo vem dizer que a “lei de Deus” é maior que a lei dos homens, ele incorre em grave erro. O Estado brasileiro é laico, suas leis não podem ser influenciadas por tradições religiosas ou por algo parecido. O Brasil, como país livre e democrático, aceita todas as manifestações religiosas, mas daí a achar quem um padre, arcebispo, bispo, ou o Papa pode dar achar que uma lei está errada, porque vai contra as leis de Deus, é uma tentativa de volta à teocracia.
A lei permite o aborto nesses casos. Pode espernear à vontade. Pode até defender a mudança na lei: propor que o aborto seja proibido em qualquer hipótese. O que não pode é misturar leis divinas com o Estado democrático de direito. Outras religiões também têm seus preceitos. E aí, qual religião está com a razão? Sinceramente, esse debate não nos leva a lugar algum, por isso que eu apóio o Estado laico.
Os católicos podem pensar como quiser e se manifestar, só não podem achar que suas tradições devem prevalecer naquilo que deveria ser uma democracia.
Para acabar, vem essa notícia do Vaticano, muito bem-humorada.
Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula, diz Igreja.
Pensando bem, vai dizer que não é verdade? De que adianta pílula e poder trabalhar fora de casa, se há roupa suja pra lavar? De que adianta sair para conquistar o mundo e depois de uma árdua batalha, voltar toda suada e fedida, tendo que bater roupa no tanque? Se bem que a Virgem Maria não tinha nenhuma Brastemp, mas foi muito importante mesmo assim.
Crédito da foto: AP
Existem pessoas que gostam muito de certas marcas, como se fosse uma religião, ou um partido político. Tem gente que ama a Apple, All Star, Coca-Cola, Dolce & Gabana, Nintedo, Sony, Polar (oh!) entre outras. Eu não sei se eu sou assim, porque eu não vou me matar por causa de uma porcaria de um produto com grife. Sou a favor de genéricos, mas não entendam isso como apologia à pirataria. Digo, os produtos menos badalados e às vezes com a mesma qualidade.
Mas se tem uma única marca pela qual eu tenho um apreço acima do comum é a Adidas. Gosto muito dos produtos que eles lançam e talz. Um xodó meu é o abrigo usado pela equipe Olímpica alemã nos jogos de Pequim no ano passado. Ele é muito bonito e nas costas está escrito o nome do país em caracteres chineses. Neste link, a última foto mostra as costas do casaco (a foto não é muito boa, eu sei, mas vale para a descrição). Feito pela Adidas. Por essas e outras que eu gosto da marca.
E pelo visto não sou só eu. O ex-Presidente Fidel Castro também ama Adidas e ele está arrasando nesse modelito escolhido para aparecer ao lado da presidenta do Chile Michelle Bachelet. Acho que quando morrer, Fidel será enterrado com um paletó de três listras. Viva a revolução! Né?
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Michele Bachelet. Ela também é esquerdista e parece que mantém o Chile nos eixos. Não é o Chile o maior IDH da América do Sul? Santiago é uma cidade linda e às vezes rolam uns festivais de música bem legais. Talvez valha mais a pena ir a um show do Radiohead no Chile do que no Brasil… Não sei… Talvez…
O Chile é um país limpinho e desenvolvido. O Chile é um novo Uruguai, que, pelo alto índice de desenvolvimento era conhecido como a “Suíça sul-americana”; já a Suíça anda meio xenófoba, então é uma nova Áustria, que por sua vez sempre quis ser uma Alemanha. O maior ditador da Alemanha era, em verdade, austríaco. Repito: a Áustria sempre quis ser a Alemanha. Mas nunca será, porque a Alemanha tem Oktoberfest e Adidas.
Tenho dito.
Não se pode culpar o jornalista no cumprimento de sua função, não é? MAs essa não é a sua função. Em todo caso, o episódio dos sapatos jogados marca bem a revolta contra a administração Bush. Os EUA bagunçam o país dos outros em nome da democracia e recebem a fama de antipáticos. Não é certo generalizar, os Estados Unidos têm muitas coisas boas, tipos a Hustler, mas essa péssima imagem causada pelo governo que está para acabar ainda vai render muito.

