20 November , 2009   03:18
Surfando no Dilúvio



Já houve quem dissesse que o Arroio Dilúvio em Porto Alegre poderia ser como o Rio Sena, em Paris, se fosse bem tratado. Pois bem, há muitos casos de rios poluídos que graças à seriedade de governantes foram tirados de sua condição de vergonha urbana. O rio Tames em Londres é um exemplo, o mais famoso, eu acho.
Enquanto se pensa em tantas coisas para a Copa do Mundo de 2014, pouco é feito de fato. Recentemente, o projeto do metrô da cidade foi adiado para depois da copa, pois finalmente perceberam que não ia ficar pronto a tempo. Lógico, em 2009, já deveriam ter sido publicadas as licitações e no mesmo ano já deveriam começar a cavocar o chão. Mas não, ficam empurrando com a barriga e é nisso que dá! Mas voltando ao Dilúvio:
Projetos para revitalizar o Dilúvio, o nosso depósito de esgoto e sofás velhos, até que existem, mas falta gente competente para tornar o sonho uma realidade. O Arroio Dilúvio é a vergonha da cidade, a chaga aberta, o que nos é mais repugnante, aonde a gente não leva os turistas, enfim, é o ponto fraco da capital gaúcha. Mas o Dilúvio está no meio de uma das principais avenidas da cidade! É impossível escondê-lo (a não ser que canalizem).
Hoje, choveu forte por aqui. Ventos de mais de 100km/h e até granizo (porque eu senti um caindo na minha cabeça). O Arroio Dilúvio encheu e com ele, toda sorte de matérias e fluidos asquerosos. Mas nem tudo é doença. Também é saúde: O sujeito do vídeo aí resolveu pegar uma onda em pleno Dilúvio, por volta das 13 horas. Algumas pessoas pararam para vê-lo e até alguns carros e ônibus da movimentada avenida Ipiranga.
A atitude do surfista pode ter sido qualquer coisa sem noção e arriscada, mas também acabou sendo um deboche ao descaso de décadas com o Arroio Dilúvio. Se não fazem nada com ele, então se pode fazer qualquer coisa; até surfar. Já que a prefeitura não cuida daquilo ali, pelo menos ele serve para alguma atividade inovadora.



18 October , 2009   17:48
Fogo no Rio


O fogo pegou pesado no Rio de Janeiro. Não apenas nos morros cariocas, onde ônibus e casas foram queimados, mas também em 90% da obra de Hélio Oiticica, o criador dos parangolés. Já não existe nenhum parangolé para vestirmos? Bom, acho que não. Mas o bom dessa arte mais recente é que ela é facilmente reproduzível. Outra pessoa pode fazer o seu próprio parangolé e sair por aí. Mas nem tudo é assim. As obras de arte ainda são únicas, ainda têm aquela aura colocada pelo artista.
Enfim, é uma pena.
Também é uma pena que a cidade-sede dos jogos olímpicos de 2016 ainda sofra com a questão da segurança pública. Talvez tenha sido um choque de realidade para as autoridades, que sonham tão alto, mas que não conseguem sanar os problemas mais básicos da população.



27 September , 2009   20:28
Sinal placebo


Quando li o artigo sobre o que é um botão placebo, eu percebi que há muitos mistérios nesse mundo. Esse tipo de artifício está desde o botão fechar dos elevadores até sinais de trânsito. A gente anda na calçada e aperta aquele botão nos semáforos achando que vai fazer o sinal fechar, mas é tudo uma ilusão. Talvez estejamos de fato na matrix! O artigo original é esse, mas aqui vai uma versão traduzida do início:

Um botão placebo é um botão que parece fazer alguma coisa, mas realmente não tem nenhum efeito, como um placebo. Em outros casos, um controle como um termostato pode não estar conectado.
Embora não funcionais, eles podem dar ao usuário a ilusão de controle. Em alguns casos, o botão pode ter sido funcional, mas pode ter estragado ou ter sido desativado durante a instalação ou manutenção. Somente em casos relativamente raros que o botão de ter sido deliberadamente concebido para não fazer nada.
Em muitos casos, um botão pode parecer para não fazer nada, mas na verdade ele muda o timing de um modo não perceptível imediatamente, o que pode dar a aparência de ser um botão placebo.

Os pedestres estão sendo tapeados. Eles são uns coitados.

***


Esse mês começou a campanha que anuncia a nova sinalização de Porto Alegre. Você, enquanto pedestre, se quiser atravessar a rua, basta estender a mão na faixa de segurança onde não há semáforo para os carros pararem e darem a preferência. Lógico que não está funcionando. Até o fim do ano talvez os pedestres aprendam a fazer o sinal com antecedência, como fazem com os ônibus. E até o fim do século os motoristas porto-alegrenses, que são verdadeiros ogros, talvez aprendam a respeitar o novo sinal. Quantas pessoas vão morrer atropeladas com um braço estendido nos próximos dias? Sabe, aqui não é a Suíça, todavia esse é um primeiro passo em direção ao uso do bom senso no trânsito no Brasil.
Site da campanha



1 June , 2009   02:50
Carros vs. pedestres


No NY Times: Sai o trânsito. Fica aquele espírito da Times Square.
Nos últimos dias de maio a prefeitura de Nova Iorque decidiu fechar partes da Times Square para o trânsito e destiná-los somente aos pedestres. Como em outras cidades, o propósito é revigorar a cidade, torná-la mais sociável, pois, a partir da criação de amplos espaços de convivência, os cidadãos e turistas poderiam conversar mais e até mesmo apreciar melhor a cidade. Uma tentativa de humanizar a selva de pedra. Além disso, é eliminado um local de emissão de gases poluentes.
É uma boa, mas há quem diga que isso só atrapalha o trânsito e pode criar mais caos. No caso de Nova Iorque pode ser que sim. A cidade já foi mais dos pedestres, mas algo desde a sua fundação lhe mostra sua vocação para ser dos carros. Times Square não é como a Piazza San Marco in Venice ou a Trafalgar Square em Londres… Esses lugares sempre serão das pessoas a pé e isso nunca se questionou.
Pode ser que em NY, o espaço seja artificial: fecha-se uma rua e diz-se “sejam felizes e aproveitem”. O lugar asfaltado, com as sinalizações como faixas de pedestres e tudo, por mais que seja destinado aos pedestres, não é originalmente deles.
Comparemos o caso de Nova Iorque com o de uma cidadezinha mais provinciana, por exemplo, Porto Alegre (por quê!?). Há alguns poucos anos, certas ruas do centro da cidade foram abertas para os carros e os pedestres perderam espaço. Mais recentemente, os camelôs foram deslocados de um ponto do centro para outro, e o local acabou virando um estacionamento público. Lá perto, os carros andam a 10 por hora para não atropelar ninguém. O convívio de carros e pessoas no centro não é dos mais pacíficos. Os carros só não passam por cima das pessoas para os motoristas não serem presos; vontade não falta.
Sempre houve a reclamação de que é impossível estacionar no centro de POA, porque não há lugar para carrros. Talvez isso não seja errado, talvez o centro tenha sido feito para pessoas mesmo. Os pontos de resistência para a criação de espaços urbanos para pessoas se fundamentam sempre no fato de que “com carros, há mais desenvolvimento”. Pessoas a pé não são úteis. Carros sim, porque levam pessoas para o trabalho, ou para shoppings e restaurantes, para consumir.
Criar espaços de convivência em detrimento do tráfego parece retrógrado. Mas o que falta para os cidadãos das grandes cidades seja exatamente isto: um pouco mais da arte da convivência.



27 November , 2007   03:10
Capitais européias


A Europa é um continente antigo e difícil. Muitos conflitos políticos ao longo de séculos fizeram com que as fronteiras se modificassem muitas vezes. Tentar identificar as capitais de alguns países europeus sem saber o nome do país já é bem complicado. E imagina se os nomes das mesmas estivessem em outro idioma!?

Pois bem, isso existe. É meio um jogo, meio apresentação Power Point. A gente tem que acertar o dardo na capital pedida (em alemão). Na imagem, errei a capital da Inglaterra por 31 quilômetros. É um erro pequeno, perto das aberrações geográficas que a gente pode fazer. Já consegui errar o dardo acertando em outro país… Vergonha! Mas acredito que a partir de então já sei mais de geopolítica.

Link no Rapid Share (se expirar e alguém quiser, é só avisar por meio desse humilde blógue =D)



13 November , 2007   21:36
Tri demorado


A bilhetagem eletrônica em Porto Alegre já está na fase testes. O Tri, como é chamado, está em várias linhas, uma delas é o T10, que eu pego para sair do Campus do Vale da UFRGS. Nossa, nunca vi troço mais demorado! A roleta trancava e um tiozinho dizia pra gente não forçar a passagem, senão ela trancava mesmo. Putz, como é que a gente vai passar? Virando fantasminha? E fica aquela fila dePassageira usando o Tri gente e o ônibus não sai, porque a roleta fica bem perto da porta, a fila vai até o lado de fora do coletivo. Bela tecnologia do atraso o Tri. Pra quem pega um ônibus, não muda nada, mas pra quem tem que desembolsar quatro dinheiros pra pegar dois ônibus, até que tem um lado positivo. Os ônibus de Porto Alegre, que já não são um bom exemplo de pontualidade e rapidez, podem se atrasar mais nas paradas. Mas fato é que é teste ainda. O pessoal está aprendendo a usar o cartão do Tri.
Desabafei.
O que diz a EPTC.



11 November , 2007   12:00
Casa do Pastor


 
Essa é a Casa do Pastor em São Gabriel, RS. Ela vende artigos para pastor evangélico? Artigos para pastor de ovelha? Artigos para quem cria pastor alemão? Lá na cidade existem igrejas evangélicas e ovelhas. Não vi nenhum pastor alemão. A foto foi tirada de uma praça. Do outro lado dela, havia mel sendo vendido por apicultoras. É simplesmente muito bom!! Lembrarei para sempre desse mel, o mel de São Gabriel conduz ao céu. Ah! No final das contas, a Casa do Pastor vendia produtos variados, como um bazar de 1,99, deduzi.
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Now playing: Björk - Earth Intruders
via FoxyTunes   


30 October , 2007   01:57
Shibuya Dance Trooper




O que faz um sujeito (acho que ele é americano) sair dançando fantasiado daqueles soldados de Guerra nas Estrelas? E não é em qualquer lugar, é em nada mais nada menos do que Shibuya, aquele bairro famoso de Tóquio! O carinha já dançou em Akiba também, outro bairro da capital japonesa.

É bem estúpido, mas a gente aprende um pouco de geografia. Nunca mais vou me perder em Tóquio à noite, apesar de todos aqueles neons e televisões gigantes. O dançarino publicou o vídeo e as fotos no próprio blog, o agitado dannychoo.