Feriado quente, as pessoas suam. Por isso é indispensável hoje um bom banho e um desodorante. E pra que usar um desodorante? Primeiro, a notícia do dia na minha opinião (traduzida porcamente por mim):
Man sues over lack of ‘Lynx effect’
Um desafortunado Romeu indiano está processando a Lynx depois que ele deixou de ganhar uma amiga solteira durante os sete anos de usos de seus produtos.
Vaibhav Bedi, 26, está pedindo £ 26.000 de empresa-mãe, Unilever, por “depressão e os danos psicológicos” causados pela falta de qualquer efeito Lynx.
Funcionários do Tribunal de Nova Deli acordaram solicitar exames de laboratório forense em dezenas de suas loções corporais, shampoos, anti-transpirantes e gel para o cabelo da marca Lynx ainda não utilizados por completo.(…)
E por aí vai. Pra quem não sabe, a Lynx é vendida aqui no Brasil com o nome Axe.
Bem feito pra esse sujeito. Bem feito pra Unilever (se bem que isso não quer dizer nada pra ela). O Lynx/Axe sempre teve esse argumento de venda: “use nossos produtos e conquiste todas as mulheres que desejar”. A gente sabe que isso não é verdade. Mas o Axe continua vendendo bem, não pela ingenuidade dos homens ao redor do mundo, mas porque o produto se transformou em uma espécie de amuleto da sorte…
A esperança masculina de pegar qualquer mulher a qualquer hora. É isso o que se vende. Veja a nova campanha da Axe, com o Mr. Pimpa. É engraçada, ainda que meio desgastada, mas enquanto sustentar grandes vendas, é isso que vai prevalecer. Também não é meu objetivo falar mal de marca A ou marca B. E se o tal indiano não conseguiu conquistar a menina que ele estava trovando durante sete anos (!!), a culpa é de quem? A Justiça vai decidir se é por causa de um produto ou da total falta de papo do rapaz.
E para que serve um desodorante? Nesse calor… Acho que o Rexona responde. É para deixar você seco, sem as marcas de pizza debaixo do braço. Eles só dizem que o produto deles deixa você seco, sem transpirar. Bate nessa tecla em todas as campanhas. Pra isso. E nesse calor senegalesco da minha cidade sofrida, onde é possível cozinhar no asfalto, um sovaco seco garante mais sucesso em qualquer área da sua vida do que um ferormônio artificial. Viu, seu indiano!?
Essa discussão eu tive o mês passado. Mas eu ainda não entendo como algo tão simples vira uma grande confusão. Não voui entrar em detalhes, mas vou explicar de maneira genéricaSe você anda na rua e alguém lhe pergunta se você tem cinquenta centavos, sendo que você tem uma nota de cinquenta reais, você diz que tem ou que não tem? Para delimitar a coisa: você quer responder sinceramente, sem enganar a outra pessoa e só vale dizer sim ou não.
Pra começar a resolver o problema: cinquenta reais é uma quantia maior que cinquenta centavos, pois então você tem cinquenta centavos. Mas da nota de cinquenta você não pode tirar a quantia de cinquenta centavos. Então, você NÂO tem 50 cinquenta centavos. Matematicamente, se você tem 50, então você também tem 0,50. Mas fisicamente, uma nota de 50 reais não é divisível!
Portanto, você não está mentindo quando diz que não tem cinquenta centavos! Basta dizer não, nem precisa se explicar! Hmpf!
A história da biblioteca do Google me fez lembrar do Project Xanadu, de Ted Nelson. Apesar de a Internet, o HTTP e a WWW parecerem, eles não são de fato uma execução do projeto do cientista. O Projeto Xanadu foi o primeiro projeto que pensou em organizar e reunir toda a informação produzida pelo ser humano. Ela estaria em sátelites em órbita e transmitiriam dados para terminais na Terra através de ondas de rádio. Ele é mais centralizado, mas também não é suscetível a erros de citação e links quebrados, como acontece com a web.
O projeto Xanadu é um conceito de hipertexto. Uns do primeiros, só vem depois do Memex, de Vannevar Bush. Este, por sua vez, seria uma máquina capaz de armazenar todas as informações possíveis, cobrindo as falhas da memória humana.
A primeira vez que vi sobre o assunto foi em Lain, um anime muito legal. Ele usa o conceito de Nelson com a ressonância Schuman, uma série de ondas magnéticas emitidas pela Terra, do solo até à ionosfera. Essas ondas estão em uma frequência de aproximadamente 8Hz, mesmo valor que as ondas magnéticas emitidas pelo cérebro humano.
Em Lain supõe-se que nós humanos somos como os neurônios em relação à Terra. Somente quando estivermos totalmente conectados um com o outro, a Terra despertará a sua própria consciência. E a ressonância Schuman é o elo para que todos os seres humanos estejam conectados. O hipertexto de fato seria possível.
Primeiro estaríamos conectados através de máquinas. Mas depois, teríamos a capacidade de sincronizar as nossas ondas cerebrais com as ondas dos aparelhos eletrônicos e talvez com as ondas de outros cérebros. Isso me lembra uma cena em que a Lain manda um mensagem para o celular de sua amiga Arisu, só com o poder da mente. Isso não me parece muito absurdo, tirando as fantasias próprias da ficção.
E isso me leva ao ponto que me motivou a escrever esse post. Sonhei que acessava meus e-mails e quando acordei fui ver se realmente tinha alguma coisa ali que estava no sonho. Óbvio que não lembrei de nada. Mas vai chegar um dia em que vamos acessar informações distantes só usando as ondas magnéticas da nossa cabeça (e isso não é alusão ao uso de entorpecentes! =p).
Um dia perderemos nossa individualidade e seresmos uma coisa só, porque estaremos todos conectados.
O Dia das Crianças já passou, mas isso aqui ainda vale a pena, se você gosta de recortar e dobrar papel e se você gosta de… vacas. Vaca é um bicho muito… mimoso não é mesmo? Bom, nesse link tem uma “action cow” e um estábulo pra recortar e colar. Também tem uma igreja, pra completar um ambiente bem rural.
Vacas são legais.
Por falar nisso, a CowParade começa em São Paulo dia 18 de novembro!
Cara, esse é um verdadeiro clássico do rádio. A Guerra dos Mundos, narrada por Orson Welles em 1938. Tão realista, que as pessoas olhavam para o céu à procura dos marcianos. Bom, boa parte do susto da população se deve a pouca familiaridade com um meio de comunicação como o rádio. Mas mesmo assim, mais de 60 anos depois, esse áudio ainda vale muito a pena. Você pode baixar a versão na integra aqui (27Mb). Que bom que é de domínio público. Baixe sem culpa. É histórico.
Quando li o artigo sobre o que é um botão placebo, eu percebi que há muitos mistérios nesse mundo. Esse tipo de artifício está desde o botão fechar dos elevadores até sinais de trânsito. A gente anda na calçada e aperta aquele botão nos semáforos achando que vai fazer o sinal fechar, mas é tudo uma ilusão. Talvez estejamos de fato na matrix! O artigo original é esse, mas aqui vai uma versão traduzida do início:
Um botão placebo é um botão que parece fazer alguma coisa, mas realmente não tem nenhum efeito, como um placebo. Em outros casos, um controle como um termostato pode não estar conectado.
Embora não funcionais, eles podem dar ao usuário a ilusão de controle. Em alguns casos, o botão pode ter sido funcional, mas pode ter estragado ou ter sido desativado durante a instalação ou manutenção. Somente em casos relativamente raros que o botão de ter sido deliberadamente concebido para não fazer nada.
Em muitos casos, um botão pode parecer para não fazer nada, mas na verdade ele muda o timing de um modo não perceptível imediatamente, o que pode dar a aparência de ser um botão placebo.
Os pedestres estão sendo tapeados. Eles são uns coitados.
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Esse mês começou a campanha que anuncia a nova sinalização de Porto Alegre. Você, enquanto pedestre, se quiser atravessar a rua, basta estender a mão na faixa de segurança onde não há semáforo para os carros pararem e darem a preferência. Lógico que não está funcionando. Até o fim do ano talvez os pedestres aprendam a fazer o sinal com antecedência, como fazem com os ônibus. E até o fim do século os motoristas porto-alegrenses, que são verdadeiros ogros, talvez aprendam a respeitar o novo sinal. Quantas pessoas vão morrer atropeladas com um braço estendido nos próximos dias? Sabe, aqui não é a Suíça, todavia esse é um primeiro passo em direção ao uso do bom senso no trânsito no Brasil.
Site da campanha

Nesses tempos de preocupação com o meio ambiente, as bicicletas são uma alternativa ecologicamente correta em relação aos carros. Bom, isso se você não morar muito longe do trabalho ou da escola… Na foto, bicicleta sem o garfo que une o guidom à roda dianteira. Será que é fácil de andar nela? Pode até ser bonita, mas se a gente se desequilibrar, não funciona…
No link a seguir tem esse e outros modelos, menos extravagantes, mas igualmente “diferentões”: http://www.ollierkkila.com/Site/?page_id=4
via: Chewing
Dia 3 de setembro, foi realizado o enterro do cantor estadunidense Michael Jacskon no cemitério Forest Lawn, na cidade de Los Angeles. A cerimônia atrasou e teve duração de mais de uma hora. Mais de dois meses após sua morte, muitas coisas continuam um mistério no que diz respeito às causas de sua morte a a fatos polêmicos de sua vida. A questão para a qual quero chamar a atenção é a dos seus supostos filhos.
Segundo a lei da herança dos caracteres adquiridos, indivíduos transmitem as características que por algum motivo adquirem durante sua existência. Logo se viu que essa a transmissão não ocorre assim de maneira tão rápida de uma geração para outra.
Então, baseado no que foi escrito no post anterior, como se explica que os filhos do cantor sejam todos brancos? Afinal ele tem características genéticas que o fizeram ter a pele negra, apesar de ter ficado com a pele branca ao longo da vida. Então, os filhos dele deveriam ser mestiços, pelo menos. Mas nem isso. Voltando à pergunta: como isso se explica?
Michael Jackson não deixava os filhos ficarem à luz do sol, o que de certa forma inibe a produção de melanina. Mesmo assim, não faz sentido ver aquelas crianças tão… caucasianas filhas de um pai geneticamente negro. Aliás, é engraçado, os fãs norte-americanos do Rei do Pop dizem que ele nunca deixou de ser negro. Tipo, como!? Deixou sim! E fez questão que seus filhos também não o fossem.
Especulações de que outros homens seriam os verdadeiros pais do filhos de Michael Jackson começaram a surgir, até mesmo Macaulay Culkin. Elas mexem com as sólidas estruturas da instituição familiar (ah, tá!), porém apresentam uma solução lógica para esse impasse genético.
Esse problema até tem uma explicação. Mas vai ficar para outra hora
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No mesmo dia 3, o jornal O Sul noticiou o enterro de Michael Jackson com uma capa… ãhn… de gosto duvidoso. A foto mostrava o cadáver de Jackson ainda um tanto conservado e de cabeça raspada. As pessoas que andavam pelas ruas de Porto Alegre naquele dia foram obrigadas a ver aquela imagem tétrica por todas as esquinas da cidade onde o jornal é vendido. Se o leitor quiser olhar, é por conta e risco: link.
Xuxa vai acabar com o Twitter?
Será que consegue? Daniela Cicarelli tentou acabar com o You Tube e não conseguiu. Xuxa também não vai conseguir destruir o Twitter. Apesar de ser “loira e do povo”, como bem disse em Gramado, a apresentadora parece não ter muita popularidade na rede social de maior hype no momento. E sobrou pra filha dela também. Como dizer…? A humanidade é isso aí. Principalmente na internet, todos são iconoclastas. Ninguém acredita que celebridades são deuses; celebridades são no máximo fantoches para a diversão alheia.
Isso tudo deve ser muito divertido… para quem está no Twitter.
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Já disse por que eu não estou no Twitter? Acho que não, né? Não é por causa da estupidez dos outros, até porque isso eu vejo nas ruas todos os dias. Eu sou uma das poucas pessoas que acha a interface do Twitter muito feia. Aquelas arrobas, sustenidos e tinyurls são horríveis! Pra mim aquilo é muito ilegível. O Facebook tem um visual mais limpo. E os famosos não chamam tanto a atenção.
Debate sobre redução da jornada de trabalho causa confusão
Os deputados obviamente são a favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, afinal eles só trabalham de terça a quinta. Mas o que significa a redução da jornada de trabalho? Para a Confederação Nacional da Indústria é menos produtividade. Mas para os que defendem a redução, isso significa que nesse horário a mais livre, o trabalhador vai estar consumindo, ou seja, vai fazer girar a roda da economia de outro jeito. Além disso, a redução de jornada de trabalho de um trabalhador, causaria o aumento dos postos de trabalho…
Tudo isso pode ser verdade, tudo pode ser mentira. Não sei.
Importante é que seguimos assim a tendência do menor esforço dos tempos atuais. As máquinas devem fazer o trabalho pesado, para que finalmente tenhamos o ócio criativo, que Domênico di Masi falou… Não precisamos mais fazer esforço físico, não precisamos fazer mais cálculos difíceis! Nossa mente se volta inteiramente para o lado criativo, para aqueles misteriosos momentos onde a intuição impera. Com quatro horas a mais, pode ser que isso aconteça. Mas é claro que não vai ser com todos. Talvez dediquemos essas horas a mais livres para a nossa estupidez (e como tem gente estúpida no mundo!) ou dediquemos à nobre arte da sonequinha. Não vamos aos shoppings gastar nossos salários. Vamos passar com a nossa família, com nossos amigos, com nosso animal de estimação, com nosso videogame. A roda da economia que espere.
Todo esse papo sobre redução de jornada de trabalho me fez lembrar um curso de artes gráficas que eu fiz há muito tempo. Era numa instituição católica e antes das aulas, o diretor geral reunia todos os alunos em uma sala e dava um recadinho moralizante por dia. Não era chato, nem demorado. Pois bem, um dia o diretor dissertava sobre o valor do trabalho e que todos nós devíamos ter uma ocupação na vida e tal. Até que chegou certo ponto em que ele disse que o dia tem 24 horas para podermos dividir “8 horas para o trabalho, 8 para o descanso, e 8 para a diversão”.
A conta do diretor estava certa, mas sinceramente, nunca senti que me diverti 8 horas seguidas na minha vida. E quanto a dormir 8, bem só nos finais de semana. E as duas horas indo de casa do trabalho e do trabalho pra casa contam como trabalho? Ou dversão? Há algo errado com meu dia, ele tem menos de 24 horas! Organizar o tempo ajuda muito, o problema é por onde começar… Talvez reduzindo a jornada de trabalho! O projeto está em discussão em Brasília. Que o melhor seja feito.

