Biblioteca Mundial da Google causa indignação na Feira de Frankfurt
Tá rolando 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt. A maior novidade de lá é o projeto do Google de digitalizar livros já fora de catálogo e disponibilizá-lo de graça na internet para os leitores. O lucro viria da publicidade.
Por um lado, é maravilhoso ter acesso a obras que nunca mais conseguiríamos encontrar, mas os donos de editoras estão furiosos com o fato de o Google querer lucrar com algo que não lhe pertence. Saca?
Parece que finalmente os e-books vão fazer a tão prometida e temida revolução no mercado editorial… Ou não? Acho que o livro de papel ainda não vai morrer. Os editores fazem alarde porque não conseguem atender a uma demanda que o Google vai atingir. Quanta gente estaria disposta a gastar um dinheirinho num sebo atrás daquela obra rara, que nunca mais achou em nenhuma dessas grandes livrarias tão aconstumadas aos best-sellers? Bom, nós leitores vamos ter isso de graça!
Além disso, a Amazon anunciou o Kindle, um serviço de e-book uns dias antes de o Google fazer esse estardalhaço na Feira de Frankfurt. Notebook, netbook, e-book e o book ele próprio… Vamos ver o que vai sobreviver disso tudo.
Mas a coisa mais fácil de piratear no mundo é um livro. Você nem precisa de um computador; basta uma fotocopiadora! Mesmo assim, livros não são pirateados porque as pessoas não gostam de ler. Elas gostam de uma atividade mais passiva, por exemplo, ouvir música. Caso os editores passem a agir histericamente como os donos de gravadoras, em vez de procurar uma solução em meio à crise.
Grandes obras só nascem da crise.
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