“É uma injustiça do País julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem composta, que tem prezado a sua vida para a dignidade da sua carreira e nunca, aqui, dentre os colegas, que não tenham encontrado, sempre da minha parte, um gesto de cordialidade e, ao mesmo tempo, participado. Nunca neguei um voto que não fosse a ser no sentido de avançarmos na melhoria dos costumes da casa”
Desfecho do discurso do Senador do Amapá (é, amigo!) José Sarney. Aquele em que ele tirou o corpo fora, dizendo que a crise é do senado, e não dele. Mas quem faz as instituições são os homens que lá estão. Não é hora de tirar o corpo fora. Não é hora de negar os parentes empregados e os indicados que só fizeram asneira. Procure por nomes como Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. A culpa dessas duas pragas é de quem? Não estou falando de culpa criminal (estou até pegando leve), mas de responsabilidade pelos próprios atos. O discurso enfurecido do Sr. Sarney não surpreende. Infelizmente. Ele e o senado se confundem. E isso não é um elogio… ao senado.
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