30 June , 2009   04:27
Coincidências


Avião do Iêmen cai no Oceano Índico

Tantos fatos trágicos, tantas coincidências, tantas comoções coletivas…
Esse blog morreu e ressucitou (problemas dos servidores lá na Irlanda)…

O mundo vai acabar em 2012!



24 June , 2009   03:35
Bye, MySpace.


Oi, MySpace! (Chegando em terras tupiniquins o MySpace)

Tchau, MySpace! (Com dez funcionários, MySpace do Brasil fecha em 1º de julho)

Lendo o post de 2007, posso ver que uma rede social tão politicamente correta não poderia fazer sucesso no Brasil ;P. Brincadeiras à parte, o MySpace não empolgou por ser muito complicado. Ele é cheio de códigos e as páginas geralmente viram uma bagunça. E o promocional também não colaborou: no Brasil não há tanto essa cultura de “coisas” que surgem da internet e vão para o mundo offline. Shows secretos, promoções relâmpago, só quem é muito geek pra acompanhar isso. E vou sentenciar: o brasileiro médio não é geek. Falei.
Mas vejamos o Twitter. Ele é simples e popular. Simples ou pobre? Depende do ponto de vista. Mas as redes sociais de maior sucesso serão aquelas que ainda pegam o usuário pela mão pra ele fazer o que quiser. Descobrir os recursos sozinho é chato e desmotivante.
No caso do Brasil não é diferente. E ainda há o fator “popularização”. Se uma ferramente da web se populariza excessivamente, ela passa a ser mal vista (ninguém aqui pensou no Orkut). Mas as antigas leis de mercado também funcionam para a web. Se não se populariza o suficiente, também fracassa.
Ainda tiraremos uma lição disso tudo.



20 June , 2009   21:14
Incongruências


anúncio operador de xerox

Anúncio publicado hoje em um jornal de Porto Alegre.

Enquanto operadores de máquinas de xerocar precisam comprovar experiência, não é mais necessário ter diploma para ser jornalista. Mas é claro, cada empregador decide que pré-requisitos quer de seus empregados.
Penso que colunista não é jornalista. O cara vai lá e escreve o que ele acha de determinado assunto. Futebol, política, celebridades; isso é o campo de opinião. Qualquer um pode ter opinião. Mas o jornalismo não é só isso. Existe a parte chata (pra mim que não sou jornalista), que exige mais técnica e até mesmo uma ciência. Fazer reunião de pauta, lead, preparação para entrevistas, correr atrás de fontes, ir aos locais dos acontecimentos, fotografar, falar com as testemunhas dos fatos… tudo isso exige um conhecimento específico. E fora que cansa um bocado. Ser pago pra dizer o que pensa em um jornal todo mundo quer. Mas e o resto da profissão de jornalista, que se abre para quem também não é formado parece ser tão interessante?
O jornalismo no Brasil é muito ruim, mesmo com os jornalistas formados. Falta apuração de dados e falta ética. Então, com a decisão do STF de desobrigar diploma para exercer a função de jornalista, teremos uma melhora ou a legitimação da mediocridade? Talvez com a concorrência, os jornalistas (assim como as faculdades de comunicação) deem um salto de qualidade no modo como desempenha sua profissão.
Vejamos quais serão as consequências disso e como serão nossos operadores de xerox e nossos jornalistas de agora em diante.



18 June , 2009   04:45
“É uma injustiça”


“É uma injustiça do País julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem composta, que tem prezado a sua vida para a dignidade da sua carreira e nunca, aqui, dentre os colegas, que não tenham encontrado, sempre da minha parte, um gesto de cordialidade e, ao mesmo tempo, participado. Nunca neguei um voto que não fosse a ser no sentido de avançarmos na melhoria dos costumes da casa”

Desfecho do discurso do Senador do Amapá (é, amigo!) José Sarney. Aquele em que ele tirou o corpo fora, dizendo que a crise é do senado, e não dele. Mas quem faz as instituições são os homens que lá estão. Não é hora de tirar o corpo fora. Não é hora de negar os parentes empregados e os indicados que só fizeram asneira. Procure por nomes como Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. A culpa dessas duas pragas é de quem? Não estou falando de culpa criminal (estou até pegando leve), mas de responsabilidade pelos próprios atos. O discurso enfurecido do Sr. Sarney não surpreende. Infelizmente. Ele e o senado se confundem. E isso não é um elogio… ao senado.



3 June , 2009   01:09
Wii da Microsoft



Aliás, dúvida é o que o "Natal" Motion Camera mais traz. Dizem que o nome Natal se deve ao fato de o desenvolvedor do projetor ser um brasileiro que nasceu na capital do Rio Grande do Norte (!). Será verdade?
E será que vai dar certo? Será que os jogadores estão dispostos a deixar de ser sedentários? Como seria um jogo de luta nessa nova plataforma?
Enfim, aguardemos os próximos capítulos da corrida na próxima geração de videogames.



2 June , 2009   03:35
Pra comercial de shampoo


Comerciais de xampus são muito clichê. Cabelos esvoaçantes, explicações científicas, computação gráfica explicando como o cabelo fica bonito e forte. Como inovar? Quem sabe colocando uma trilha nada a ver? Foi assim que uma das minhas bandas favoritas teve uma música sua em um comercial de xampu. Eis “Golden Skans”, dos Klaxons, no comercial da Garnier Fructis estrelado pela modelo Bar Rafaelli.
Curtam, porque até que eu gostei da bizarrice.



1 June , 2009   02:50
Carros vs. pedestres


No NY Times: Sai o trânsito. Fica aquele espírito da Times Square.
Nos últimos dias de maio a prefeitura de Nova Iorque decidiu fechar partes da Times Square para o trânsito e destiná-los somente aos pedestres. Como em outras cidades, o propósito é revigorar a cidade, torná-la mais sociável, pois, a partir da criação de amplos espaços de convivência, os cidadãos e turistas poderiam conversar mais e até mesmo apreciar melhor a cidade. Uma tentativa de humanizar a selva de pedra. Além disso, é eliminado um local de emissão de gases poluentes.
É uma boa, mas há quem diga que isso só atrapalha o trânsito e pode criar mais caos. No caso de Nova Iorque pode ser que sim. A cidade já foi mais dos pedestres, mas algo desde a sua fundação lhe mostra sua vocação para ser dos carros. Times Square não é como a Piazza San Marco in Venice ou a Trafalgar Square em Londres… Esses lugares sempre serão das pessoas a pé e isso nunca se questionou.
Pode ser que em NY, o espaço seja artificial: fecha-se uma rua e diz-se “sejam felizes e aproveitem”. O lugar asfaltado, com as sinalizações como faixas de pedestres e tudo, por mais que seja destinado aos pedestres, não é originalmente deles.
Comparemos o caso de Nova Iorque com o de uma cidadezinha mais provinciana, por exemplo, Porto Alegre (por quê!?). Há alguns poucos anos, certas ruas do centro da cidade foram abertas para os carros e os pedestres perderam espaço. Mais recentemente, os camelôs foram deslocados de um ponto do centro para outro, e o local acabou virando um estacionamento público. Lá perto, os carros andam a 10 por hora para não atropelar ninguém. O convívio de carros e pessoas no centro não é dos mais pacíficos. Os carros só não passam por cima das pessoas para os motoristas não serem presos; vontade não falta.
Sempre houve a reclamação de que é impossível estacionar no centro de POA, porque não há lugar para carrros. Talvez isso não seja errado, talvez o centro tenha sido feito para pessoas mesmo. Os pontos de resistência para a criação de espaços urbanos para pessoas se fundamentam sempre no fato de que “com carros, há mais desenvolvimento”. Pessoas a pé não são úteis. Carros sim, porque levam pessoas para o trabalho, ou para shoppings e restaurantes, para consumir.
Criar espaços de convivência em detrimento do tráfego parece retrógrado. Mas o que falta para os cidadãos das grandes cidades seja exatamente isto: um pouco mais da arte da convivência.