27 May , 2009   03:04
Obina é melhor que o Eto’o


Pelo menos o presidente do Palmeiras acha.
O Obina é engraçado. Ele nunca foi considerado um excelente jogador, mas ele é importante sim, porque é folclórico. Nessa época em que o “drible morreu” ou que o “futebol-arte” está acabando, Obina é a prova viva de que aquele velho estereótipo de jogador de futebol brasileiro ainda povoa os gramados. O pessoal que cultua a imagem do Biro Biro ou do Dadá Maravilha deve pensar que um jogador como Obina é imprescindível no Brasil. Ora, qual é a graça do fuebol sem um jogador assim? Há outros exemplos: Renato Portaluppi, Túlio Maravilha, Garrincha, Denilson… Quantos que, à parte o talento (ou a falta do mesmo), se tornam conhecidos por um estilo próprio, que acrescenta um tempero a mais no nobre esporte bretão.
E as histórias desses jogadores é até mais leve que a de outros, mais barra pesada. O Obina só é um gordinho jogando bola. Legal, né. Pode até ser um pouco de amadorismo, mas eu sempre desconfiei que o tal futebol arte”, futebol bonito e moleque que nossos pais e avôs nos falam não passam disso: de uma pitada de amadorismo. O nosso tempo é o do esporte profissional. O futebol está muito mais competitivo e não há mais os “joões” que Garrinhcha driblava. Sinal dos tempos. Mas ainda há o Obina aí, pra entreter os domingos.
Acho interessante a repercussão que a sua ida para o Palmeiras gerou. Agora, ele vai jogar a Libertadores e… não quero nem pensar. Imagina se ele for campeão?
Que o Obina jogue por muitos e muitos anos ainda. Mas no time dos outros, claro.