Shopping center. Praça de alimentação. Meio-dia. Na fila do buffet eu cutuquei uma moça e perguntei: “tem uma nota de vinte reais no seu pé. É sua?” Ela olha, procura no bolso e diz que não lhe pertence. Pergunta a um meninho ao seu lado, que diz que não. Ele disse que no bolso só tinha um real, tanto é que mostrou a moeda. A mãe dele, ao lado, deve ter ficado orgulhosa. Mas a nota também não era dela. Afinal, de quem eram os vinte reais?
Correu o perigoso telefone sem fio. Um pergunta ao outro se não havia perdido vinte reais… Nada. Até que uma senhora lá perto do caixa percebe a falta do seu dinheiro e recebe a nota. Olha, em meio àquela honestidade coletiva, talvez a senhora estivesse dizendo a verdade. Ou talvez foi mais esperta que nós todos. Acho que não. Acho que ela parecia aliviada em achar seus vinte reaizinhos… Mas era uma quantia grande pra deixar cair no chão assim. E pensar que, além de gastar com o almoço, depois gastei dinheiro no shopping comprando uma revista e um filme fotográfico… Com vinte reais eu poderia fazer bastante coisa… =/
Não! Não vou me arrepender de ter sido honesto. Pelo menos dessa vez…
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Fim de dia. Pego um ônibus bem vazio, mesmo sendo hora do rush. Dia de sorte! Sento ao lado da janela, sinal de que vou descansar a viagem toda. Na parada seguinte o cobrador solta um berro: “Ei! A entrada é pela porta da frente! Tá pensando que aqui é a casa da dinda!?” Que susto! O tempo que demorei pra olhar pra trás, só deu pra ver um homem levantando de um banco e saindo pela porta de trás, da saída. O cara tentou dar uma de esperto e entrar sem pagar. Mas deu azar, porque quem não ia vê-lo num ônibus tão vazio? E se fosse só um engano, ele não iria se sentar. Se a ocasião faz o ladrão, dessa vez a ocasião fez o flagrante.
Só porque eu falei do Eto’o, ele resolveu jogar bola! Parabéns ao Barcelona! Venceu o Manchester United por 2 a 0. Vamos ver se no Mundial vão ter a mesma fortuna… Enquanto isso, a Libertadores continua aquela catimba. Sistemas de irrigação que ligam no meio do jogo, torcedores com verdadeiros lança-chamas na arquibancada… Lindo. Não troco esse espírito chinelão das Américas pelo requinte dos campeonatos europeus.
Na Liga dos Campeões da Europa, os times ingleses dominavam. O Barcelona era o único não-inglês e venceu. Na Libertadores, os brasileiros dominam. E qual seria o time não-brasileiro que poderia vencer? Qual!? Apesar de equivalentes, Libertadores e a Champions League não são a mesma coisa. Libertadores é mais irracional, mais ilógica. Por isso é mais imprevisível…
Esperemos e vejamos.
Pelo menos o presidente do Palmeiras acha.
O Obina é engraçado. Ele nunca foi considerado um excelente jogador, mas ele é importante sim, porque é folclórico. Nessa época em que o “drible morreu” ou que o “futebol-arte” está acabando, Obina é a prova viva de que aquele velho estereótipo de jogador de futebol brasileiro ainda povoa os gramados. O pessoal que cultua a imagem do Biro Biro ou do Dadá Maravilha deve pensar que um jogador como Obina é imprescindível no Brasil. Ora, qual é a graça do fuebol sem um jogador assim? Há outros exemplos: Renato Portaluppi, Túlio Maravilha, Garrincha, Denilson… Quantos que, à parte o talento (ou a falta do mesmo), se tornam conhecidos por um estilo próprio, que acrescenta um tempero a mais no nobre esporte bretão.
E as histórias desses jogadores é até mais leve que a de outros, mais barra pesada. O Obina só é um gordinho jogando bola. Legal, né. Pode até ser um pouco de amadorismo, mas eu sempre desconfiei que o tal futebol arte”, futebol bonito e moleque que nossos pais e avôs nos falam não passam disso: de uma pitada de amadorismo. O nosso tempo é o do esporte profissional. O futebol está muito mais competitivo e não há mais os “joões” que Garrinhcha driblava. Sinal dos tempos. Mas ainda há o Obina aí, pra entreter os domingos.
Acho interessante a repercussão que a sua ida para o Palmeiras gerou. Agora, ele vai jogar a Libertadores e… não quero nem pensar. Imagina se ele for campeão?
Que o Obina jogue por muitos e muitos anos ainda. Mas no time dos outros, claro.
http://girlfriendexperiencefilm.com/
Site do filme "The Girlfriend Experience", que estreou nessa sexta nos EUA. Todo mundo fala desse filme por causa da atriz principal, Sasha Grey, só porque ela é uma atriz pornô e tal. Talvez ela atue direito se tiver de falar alguma coisa… e não só gemer.
Mas a história é interessante e a direção é de ninguém mais ninguém menos que Steven Soderbergh. Só por isso vale a pena ficar de olho.
Bubblegum Crisis foi um anime lançado no remoto ano de 1987 e apesar de ser muito interessante e divertido, só teve 8 episódios concluídos, de um total previsto para 13. Assim, a história nunca teve um final. A não ser em um remake feito quase dez anos depois chamado Bubblegum Crisis: Tokyo 2040, com 26 episódios.
Mas a história original se passa em 2033, quando robôs chamados Boomers, são utilizados para facilitar a vida da humanidade. Alguns deles, porém, de maneira misteriosa, servem para o crime, então uma nova força policial, a A.D. Police é criada para combatê-los. Como às vezes ela é insuficiente, um grupo de quatro mulheres vestidas com armaduras, Knight Sabers, se apresenta para trazer de volta a ordem. Porém, como elas agem por conta própria, também estão fora da lei. Não sendo nem mocinhas, nem bandidas, ninguém sabe ao certo o que as motiva a arriscar a vida combatendo os Boomers.
Bubblegum Crissis tem um quê de cyberpunk, algum humor e muitas explosões. Além disso, a protagonista Priss fala um palavrão a cada três segundos e isso é muito legal. De facto.
Agora, vai ter uma adaptação com atores reais. Vai se situar no mesmo universo, mas será uma outra história, com protagonistas homens, por acaso… Se o cinema norte-americano está em crise de criatividade, isso não vai se resolver buscando meios totalmente diferentes como fonte de inspiração. Serão ruins. Anime é anime. Cinema de Hollywood é cinema de Holywood. A gente vê como Dragon Ball Evolution atrai mais pela sua bizarrice do que pela qualidades de roteiro ou direção. É uma espécie de curiosidade mórbida, tal qual quando acontece um acidente na rua e todos espicham o pescoço para ver algum cadáver.
Bubblegum Crisis também vai ser assim. As adaptações de Cowboy Bebop e Evangelion, já previstas, também. É o legítimo freak show. Uma coisa canhestra, talvez um novo gênero de filme de terror. =P
Não consigo acreditar que alguém vá ver um filme desses pelo enredo (já conhecido) ou pelo "amor ao cinema". Vai pra falar mal depois. Mas isso não importa, porque se você já pagou o ingresso para ver o que já sabia que ia ver, o trabalho dos produtores já está feito.
Visualmente, vai ser melhor e muito bonito. Se fosse feito no ano 2000, seria mais parecido com isso aqui. Quanto a um conteúdo decente, acho que não evoluímos tanto. O projeto de adaptação da "Crise da Bola de Goma" apresenta crises muito maiores nas mentes criativas da indústria do entretenimento.
Teoricamente o Wolphram Alpha é a famigerada web 3.0. O termo web 3.0, tão discutível por conceituar algo que nem existe, pode ser resumido com a "web semântica". As pesquisas são mais inteligentes e apresentam resultados mais relevantes. Você faz uma pergunta ao site e ele responde, como se entendesse a linguagem humana. É meio complicado explicar, na verdade, mas simples de usar… No caso do Wolphram Alpha, a resposta é mostrada no prório site com possibilidade de complementar a pesquisa em links alternativos, como Wikipedia e Google.
No exemplo abaixo eu perguntei: "Qual é a capital do Brasil?" e o site "respondeu" que é Brasilia (oh!) e forneceu mais algumas informações sobre a cidade, até mesmo a temperatura no horário! Para questões mais direcionadas é excelente, e impede resultados irrelevantes para determinada pesquisa (se eu quiser saber dados geográficos sobre Brasilia e não notícias sobre política, por exemplo).
Mas como disse o próprio Stephen Wolphran ao NYT (achou que o nome do site vinha de onde?), essa nova ferramenta de pesquisa não vem para destronar o rei dos sites de busca, o Google. Vem mais para ser um complemento, principalmente quando a gente tem bem em mente o que quer achar. O Google continua sendo bom para quando a gente não sabe ao certo o que quer, portanto aquela imensidão de resultados é até útil.
Coisas legais: Serve de calculadora. É só digitar um cálculo que ele dá a resposta imediata! Não só com números, mas também dados (Por exemplo "population of United States / Population of France" deu 4816). Sabe localizar planetas (pesquise por "Where is Pluto?"), mas não estrelas.
Coisas nem tão legais: 1) Ainda há pesquisas "em construção"; 2) Tem que saber perguntar com palavras certas (se digitar "Birth date of Lula" a busca não dá resultados, mas se digitar "Birth date of Luiz Inácio Lula da Silva" aí vai) Questão de prática do usuário, mas também de boa vontade de quem programa a pesquisa. 3) Não sugere pesquisas relacionadas quando não encontra o resultado….
No geral gostei do Wolphran Alpha. Ainda mais porque a tendência é melhorar e não piorar. Por enquanto, só vale pesquisar in English. Será esse o futuro da busca pela internet?
OBS: Para saber mais há um vídeo explicativo!
Sabe que quando a gente procura uma coisa na internet, acha várias outras, às vezes inúteis, outras vezes tão interessante que a gente se distrai do primeiro objetivo. Então, contava eu que procurava por bonsai e achei uma bem coisas legal. O Crash Bonsai, site do artista John Rooney, que tira fotos de carros de brinquedo quebrados, como se tivessem se chocado com uma árvore, no caso, um bonsai. Muito divertido e o efeito ficou bem engraçado. Bom pra mostrar as consequências de álcool+direção.
E Rooney vende os carrinhos quebrados. Legal, né? Ganhar dinheiro com carrinhos quebrados! Ótimo!
Só pra dizer que não morri, nem peguei gripe de qualquer espécie. Ando sem inspiração mesmo. E com muita transpiração.
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Dia das Mães comprei um bonsai pra minha. Ela falou que a gente só cria um bonsai dado de presente, nunca um comprado. Sei lá se é verdade, em todo caso, comprei eu a plantinha e a dei de regalo neste último domingo. Pois bem, acontece que o tratamento de um bonsai não é o de uma planta comum. Como é que se cuida desse "bicho"? Fui pesquisar em tudo quanto é local e achei muitos links interessantes. Comecei com o básico, Wikipédia e WikiHow.
Bom começo, mas há uma infinidade de sites que falam de bonsais e eu não sei que informações filtrar, afinal não sou eu que vou criá-lo. Nessas horas, eu entendo o que é um bom briefing. Tenho que passar um pra minha mãe. Ela entende mais ou menos, todavia é o primeiro bonsai da casa e ele vai ter de durar um bom tempo!
Ganbatte!
Abaixo: o novo bebê.


