16 January , 2008   03:35
Adeus, RIAA


 

A RIAA (Associação Americana da Indústria Fonográfica) pode ir pro saco, morrer, deixar d existir, ir pro beleléu. Pelo menos é isso que especula esse artigo:

Under pressure from EMI, RIAA could disappear

Fazer um donwload de uma música sem pagar direito autoral parece uma contravensão normalzinha, como furar fila, como jogar papel no chão, fumar unzinho pra relaxar, essas coisas, quando alguém vê, não vai chamar as autoridades.

Mas não para a RIAA. Ela é responsável por milhares de processos contra pessoas que baixam música ilegalmente, não importa se são crianças de 9 anos ou vovôs de 90. Isso despertou muita antipatia por parte dos usuários saudosos de programas como o Napster, que foi fechado graças a processo judicais e muito muito muito lobby.

A RIAA virou inimiga número um de quem quer ouvir música (sem pagar, logicamente =D) . Mas, cara, se existe coisa irracional nessa vida é pagar para adquirir cultura e conhecimento. "Toda informação deve ser livre", não é o que diz a ética hacker?

Fiz um trabalhinho bem legalzinho sobre download ilegal e sua relação com a expansão com o mercado de MP3 Players. Conclui que o download ilegal, prejudicial ao mercado fonográfico por não envolver trocas financeiras, é o motro de um novo tipo de mercado que só está começando com produtos como iPod e o Zune. Isso porque novas formas de fazer o usuário pagar por música estão sendo implementadas. Ir à loja comprar um CD é chato.

Legal é procurar por música nova no mercado virtual. Há um sentimento lúdico em relação ao download, parece meio mágico, parece meio revolucionário e transgressor. Um único indivíduo se sente importante, porque a partir de um clique pode fazer um império ir à falência. Mas é meio bobo pensar assim. As grandes corporações já estão de olho em novas formas de ganhar dinheiro em cima dos internautas.

Tem gente que baixa música sem nenhum engajamento. Baixa porque gosta da música. E porque é mais prático e ecônomico do que ir a uma loja. Praticidade tecnológica, afinal de contas a tecnologia ao longo da história não surgia sempre para reduzir custos e facilitar a vida? Mas dessa vez é a das pessoas comuns e não dos grandes empresários. Se eu pudesse, faria entrevistas com essas pessoas, entretanto não havia tempo para isso, então resolvi pegar outro ponto de vista, o das empresas, como a Apple, que vêem nesse problema todo uma nova oportunidade de mercado.

Ainda vai ter jeito de burlar o sistema e pegar as músicas preferidas, por um programa P2P ou um provedor de hospedagem de arquivos (como o rapidshare). Mas os que as gravadoras estão percebendo é que até que o usuário está disposto a desembolsar algum dinheiro para ter as músicas de seu artista predileto; o que faltava era inventar um novo modelo de comprar e vender música. E no fim das contas, isso vai valer pra qualquer coisa que seja "comprável". Até para o amor… Tem gente que compra amor, sabia?

Tomara que essa RIAA e essa IFPI vão parar no meio do limbo. As pessoas atrasadas que comandam essas entidades poderiam pegar seus chinelinhos e ir descansar em suas mansões.