Homens e mulheres se diferenciam pela sua genitalia. E só. Ou não.
O desenvolvimento da sexualidade, segundo a teoria psicanalítica, não ocorre da mesma forma em ambos os sexos, em função de vários fatores de diferenciação, que procuraremos expor a seguir.Enquanto no homem não ocorre uma troca no objeto de amor na mulher essa troca ocorre. Ou seja, enquanto o menino desejará a mãe desde o nascimento até a interrupção do Complexo de Édipo, a menina, no decorrer de seu desenvolvimento, passará a ver sua mãe, que foi seu primeiro objeto de desejo, como rival, e sua libido será deslocada para a figura paterna.
Na fase fálica, tanto meninos quanto meninas são dotados de falos. É nessa fase que a criança percebe as diferenças, e terá que se posicionar como homem ou como mulher, mas só depois de passar pelos complexos de Castração (menina) ou de Édipo (menino), a criança passará a se reconhecer como pessoa, inserindo-se na cultura.
No que se refere ao medo da castração, segundo Lacan, este complexo é o exemplo da humanização da criança e sua diferença sexual e a escolha do falo como marca em torno da qual a subjetividade e a sexualidade são construídas revela que elas são construídas numa divisão que é tanto arbitrária quanto alienante. Na leitura que Lacan fez da obra de Freud, a ameaça da castração não é algo que tenha sido feito ao sujeito menina já existente, ou que possa ser feito ao sujeito menino já existente; ela é, como foi para Freud, o que “torna” a menina uma menina e o menino um menino, numa divisão que é tanto essencial quanto precária. Freud e Lacan são acusados de produzir teorias falocentristas – de tomarem o homem como a norma e a mulher como o que é diferente dele. Para ambos, na verdade, explica-se a diferença não utilizando o homem, mas o falo que o homem tem, como o termo-chave para a diferença.
Texto completo: A sexualidade feminina
Foto: New Shelton
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freud tinha problemas.
Comment by Frau Bersch — 26 December , 2007 @ 10:02