Hoje na aula de francês, um aluno implicou com um texto do Bourdieu, excerto de La domination masculine. Estava escrito que era uma violência sutil o fato de que mulheres escolherem homens mais altos e mais velhos como cônjuges, pois isso seria uma reprodução de um modo de dominação da mulher pelo homem. A situação inversa, a mulher mais alta ou mais velha, causa estranhamento e resulta num rebaixamento social tanto da mulher quanto do homem. O homem tem de ser dominante, isso é que toda a sociedade acha normal.
A moral do texto é mais ou menos essa. Talvez tenha algo errado, mas não importa. Meio que rolou uma indignação porque o carinha aquele discordava do texto. Ainda afirmou que não entendeu a relação entre violência sutil e o que foi dito sobre homens e mulheres, poir isso não entendeu direito todo o texto…
Mas aquela era uma aula de francês, e não de sociologia, antropologia ou o que quer que fosse. Foi engraçado, porém inútil. Não interessa se o Bourdieu estava certo ou errado. De fato, a estratégia foi desmerecer o texto gramaticalmente pra no fundo atingir o conteúdo do mesmo. Pensei nas minhas aulas de alemão. A gente não lia textos de filósofos alemães lá. Ainda bem, porque imagina a discussão que um texto de tal porte provocaria.
Sabe o que seria legal? Trava-línguas. Aí vão três trava-línguas em francês pra praticar:
- Chasseur sachez chasser sans chien.
- Si six scies scient six saucisses, Six cent six scies scient six cent six saucisses.
- Si mon tonton tond ton tonton, ton tonton est tondu par mon tonton; si ma tata tâte ta tata, ta tata est tâtée par ma tata.
