20 September , 2007   23:29
Akon vem aí


Convict.. music… and you know we a front.

Akon vem aí. Vai fazer 4 shows no Brasil. Não gosto do Akon. Ele é chato, como qualquer rapper. Mas uma coisa nele e em todo rap feito nos Estados Unidos é interessante.

Os caras são muito, mas muito hedonistas. Eles não estão nem aí, gastam dinheiro porque querem os melhores carros, as melhores bebidas, as melhores mulheres. São como os rockstars do passado. Os quarentões de hoje batem palmas para aquele bando de drogados e acha "que naquele tempo se fazia boa música".
No Brasil, o rap é visto como componente de mudança social. Mas o rap brasileiro, tanto quanto o norte-americano, ainda afirma valores negativos, mas de uma maneira diferente. O que importa no caso brasileiro é causar impacto via mazela humana, o que sempre gera uma grana. Não que isso seja exatamente ruim; ruim mesmo é se dizer a salvação da humanidade.
A pitada diferencial no rap norte-americano é o consumismo. Lá, eles têm dinheiro. Podem gastar à vontade e isso aparenta bastante glamour e também a guinada social que esses rappers tiveram na vida. É como se fossem sobreviventes dentro da sociedade injusta.

Os preços para os shows do Akon no Brasil variam de 40 até 340 reais. Quem vai vê-lo é uma fatia privilegiada da população, com dinheiro. Quem é que vai lembrar que ele é um ex-presidiário que deu a volta por cima e agora é dedicado à musica?

Música de ex-presidiário dos Estados Unidos é diferente de música de ex-presidiário brasileiro, que ninguém duvide. Mas no final das contas, ambos ressalvam que é a música meio de transformação social e blablablá. Sai da cadeia e vira artista; muito bonitinho analisando superficialmente.
O Akon é chato, mas tem uma única música dele que eu gosto. Espírito hedonista e externação das vontades mais primitivas do homem. É divertido.