30 September , 2007   20:13
Por essa e outras…


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Por essa e outras que eu queria morar em Tóquio. A gente vê jogos de videogame nas fachadas dos prédios!! Quem sabe dê até pra jogar do meio da rua. Sabia que nos primórdios a tevê foi planejada para ser um aparelho enorme ao ar livre? Mas a tecnologia só permitia pequenos monitores domésticos. Na obra de Raymond Williams Television: technology and social form (1974) ele fala sobre isso. Aprendi na aula de Cibercultura. Interessante…
Sabe como se diz interessante em alemão? Aprenda: "Interessante". Sério! Interessante é interessante. Alemão não é uma língua tão difícil!



26 September , 2007   02:42
Boicote pegando pesado


 

Como assim??? Tá, eu sabia que havia uma campanha de boicote aos jogos Olímpicos de 2008, mas eu não sabia que estava tão forte. A China é o país que mais aplica a pena de morte. Isso e outras medidas autoritárias do Estado chinês vêm causando protestos; o boicote aos jogos de 2008 seriaa medida extrema. Bom, não vai ser a primeira vez que boicotam uma Olímpiada. No final das contas, pode sair tudo lindo, tudo maravilhoso e todo o mundo esquece os protestos.

Via 2wenty 4our.



24 September , 2007   22:49
Leçon de français


Hoje na aula de francês, um aluno implicou com um texto do Bourdieu, excerto de La domination masculine. Estava escrito que era uma violência sutil o fato de que mulheres escolherem homens mais altos e mais velhos como cônjuges, pois isso seria uma reprodução de um modo de dominação da mulher pelo homem. A situação inversa, a mulher mais alta ou mais velha, causa estranhamento e resulta num rebaixamento social tanto da mulher quanto do homem. O homem tem de ser dominante, isso é que toda a sociedade acha normal.

A moral do texto é mais ou menos essa. Talvez tenha algo errado, mas não importa. Meio que rolou uma indignação porque o carinha aquele discordava do texto. Ainda afirmou que não entendeu a relação entre violência sutil e o que foi dito sobre homens e mulheres, poir isso não entendeu direito todo o texto…

Mas aquela era uma aula de francês, e não de sociologia, antropologia ou o que quer que fosse. Foi engraçado, porém inútil. Não interessa se o Bourdieu estava certo ou errado. De fato, a estratégia foi desmerecer o texto gramaticalmente pra no fundo atingir o conteúdo do mesmo. Pensei nas minhas aulas de alemão. A gente não lia textos de filósofos alemães lá. Ainda bem, porque imagina a discussão que um texto de tal porte provocaria.

Sabe o que seria legal? Trava-línguas. Aí vão três trava-línguas em francês pra praticar: 

  • Chasseur sachez chasser sans chien.
  • Si six scies scient six saucisses, Six cent six scies scient six cent six saucisses.
  • Si mon tonton tond ton tonton, ton tonton est tondu par mon tonton; si ma tata tâte ta tata, ta tata est tâtée par ma tata.


22 September , 2007   22:04
Animais Extintos


O Oddee é um blog que faz lista de tudo quanto é coisa. A maioria é bobagem, me faz rir bastante. Mas tem uma que me chamou a atenção mesmo. A lista dos 10 animais extintos mais impressionantes. O que é impressioinante é que a maioria desses animais foram extintos há menos de trezentos anos. O tigre persa desapareceu em 1970, por exemplo.

Meio que eu fiquei mal vendo aquelas datas. Há animais desaparecendo e o ser humano contribui ainda mais para a diversidade de vida no planeta diminuir.

 



21 September , 2007   15:27
Hoje é dia da árvore


As árvores são fáceis de achar

Ficam plantadas no chão

Mamam do céu pelas folhas

E pela terra

Também bebem água

Cantam no vento

E recebem a chuva de galhos abertos

Há as que dão frutas

E as que dão frutos

As de copa larga

E as que habitam esquilos

As que chovem depois da chuva

As cabeludas, as mais jovens mudas

As árvores ficam paradas

Uma a uma enfileiradas

Na alameda

Crescem pra cima como as pessoas

Mas nunca se deitam

O céu aceitam

Crescem como as pessoas

Mas não são soltas nos passos

São maiores, mas

Ocupam menos espaço

Árvore da vida

Árvore querida

Perdão pelo coração

Que eu desenhei em você

Com o nome do meu amor.

Arnaldo Antunes




20 September , 2007   23:29
Akon vem aí


Convict.. music… and you know we a front.

Akon vem aí. Vai fazer 4 shows no Brasil. Não gosto do Akon. Ele é chato, como qualquer rapper. Mas uma coisa nele e em todo rap feito nos Estados Unidos é interessante.

Os caras são muito, mas muito hedonistas. Eles não estão nem aí, gastam dinheiro porque querem os melhores carros, as melhores bebidas, as melhores mulheres. São como os rockstars do passado. Os quarentões de hoje batem palmas para aquele bando de drogados e acha "que naquele tempo se fazia boa música".
No Brasil, o rap é visto como componente de mudança social. Mas o rap brasileiro, tanto quanto o norte-americano, ainda afirma valores negativos, mas de uma maneira diferente. O que importa no caso brasileiro é causar impacto via mazela humana, o que sempre gera uma grana. Não que isso seja exatamente ruim; ruim mesmo é se dizer a salvação da humanidade.
A pitada diferencial no rap norte-americano é o consumismo. Lá, eles têm dinheiro. Podem gastar à vontade e isso aparenta bastante glamour e também a guinada social que esses rappers tiveram na vida. É como se fossem sobreviventes dentro da sociedade injusta.

Os preços para os shows do Akon no Brasil variam de 40 até 340 reais. Quem vai vê-lo é uma fatia privilegiada da população, com dinheiro. Quem é que vai lembrar que ele é um ex-presidiário que deu a volta por cima e agora é dedicado à musica?

Música de ex-presidiário dos Estados Unidos é diferente de música de ex-presidiário brasileiro, que ninguém duvide. Mas no final das contas, ambos ressalvam que é a música meio de transformação social e blablablá. Sai da cadeia e vira artista; muito bonitinho analisando superficialmente.
O Akon é chato, mas tem uma única música dele que eu gosto. Espírito hedonista e externação das vontades mais primitivas do homem. É divertido.




17 September , 2007   00:09
Gre-Nal


Acabou outro Gre-nal. Sabe, tudo bem substituir um técnico que não está mais dando certo num clubem O estranho é demitir o técnico e readmiti-lo meses depois, porque o novo técnico era pior ainda. Agora os colorados se lembraram por que Abel Braga saiu do Inter. É uma questão de memória. Ou então se admite que aquela primeira demissão foi errada.
E o Grêmio mais uma vez joga pro gasto. Às vezes dá certo, fica com cara de vitória sofrida, com os jogadores aguerridos e tal. Mas não será isso mera máscara pra justificar um time limitado? Até quando as vitórias apertadas vão ser exautadas sem nenhuma reflexão?
Grena 369 Gol de Léo (Grêmio) 
Gre-nal 369: Grêmio 1 x 0 Inter (Foto via ClicRBS)


14 September , 2007   17:32
A destruição geral das coisas


"Por um lado dispomos, para começar, da consciência clara sob sua forma elaborada. O mundo da produção, a ordem das coisas, atingiu, por outro lado, o ponto de desenvolvimento em que não sabe o que fazer de seus produtos. A primeira condição torna possível a destruição, a segunda a torna necessária. Mas isso não pode ser feito no empíreo, dito de outro modo, na irrealidade, onde procede habitualmente a conduta religiosa. O momento da decisão, ao contrário, exige que se considere os aspectos mais pobres e os menos íntimos. É preciso agora descer ao mais baixo do mundo da redução do homem à coisa.

Posso me fechar no meu quarto, e procurar aí o sentido claro e distinto dos objetos que me cercam.

Eis minha mesa, minha cadeira, minha cama. Estão aí, como um efeito do trabalho. Para fazê-los e instalá-los em meu quarto foi preciso renunciar ao interesse do momento presente. De fato, eu mesmo tive que trabalhar para pagá-los, quer dizer que, teoricamente, tive que compensar com um trabalho de igual utilidade o trabalho dos operários que os fizeram ou os transportaram. Esses produtos do trabalho me permitem trabalhar e poderei pagar o trabalho do açougueiro, do padeiro e do camponês que garantirá minha subsistência e a continuação de meu próprio trabalho.

Agora coloco sobre minha mesa um grande copo de vinho.

Fui útil por ter comprado uma mesa, um copo, etc.

Mas esta mesa não é mais um meio de trabalho: ela me serve para beber.

Na medida em que coloco meu copo na mesa, eu a destruí, ou, pelo menos, destruí o trabalho que foi preciso para fazê-la.

Evidentemente que de início destruí  inteiramente o trabalho do vinicultor. Meu ato de beber, ao contrário, só destruiu infimamente o trabalho do carpinteiro. Pelo menos esta mesa, neste quarto, pesada de encadeamento com o trabalho, não teve por algum tempo outra finalidade que não o meu desencadeamento.

Vou agora me lembrar do uso que fiz do dinheiro ganho na minha mesa de trabalho.

Se esbanjei uma parte desse dinheiro, esbanjei uma parte do tempo; o resto me permitiu viver, mas a destruição da mesa já está mais avançada.

Tivesse eu por uma só vez agarrado o instante pelos cabelos, todo o tempo precedente já estaria sob o poder desse instante apreendido. E tods as subsistências, todas as ocupações que me permitiram chegar aí são imediatamente destruídas, se esvaziam infinitamente como um rio no oceano desse instante ínfimo.

Não há nesse mundo nenhum empreendimento, por maior que seja, que tenha outra finalidade que não a perda definitiva no instante fútil. Assim como o mundo das coisdas nada é no universo supérfluo onde ele se anula, do mesmo modo a massa dos esforços nada é perto da futilidade de um só instante. O instante é livre e, ao mesmo tempo, submisso, empenhado furtivamente em miúdas operações pelo medo de deixar se perder o tempo que justifica o valor pejorativo da palavra fútil.

Isso introduz como um fundamento da consciência clara de si a consideração dos objetos anulados e destruídos no instante íntimo. É o retorno à situação do animal que come outro, é a negação da diferença entre o objeto e eu mesmo, ou a destruição geral dos objetos enquanto tais no campo da consciência. Na medida em que a destruo no campo de minha consciência clara, esta mesa deixa de formar uma tela distinta e opaca entre o mundo e eu. Mas esta mesa não poderia ser destruída no campo da minha consciência se eu não desse à minha destruição suas conseqüências na ordem real. A redução real da redução da ordem real introduz na ordem econômica uma reversão fundamental. Trata-se, para preservar o movimento da economia, de determinar o ponto em que a produção excedente se escoará como um rio para fora. Trata-se de consumir - ou de destruir - infinitamente os objetos produzidos. Isso poderia ser feito igualmente sem a menor consciência. Mas é na medida em que a consciência clara triunfar que os objetos efetivamente destruídos não destruirão os próprios homens. A destruição do sujeito como indivíduo está, com efeito, implicada na destruição do objeto como tal, mas a guerra não é sua forma inevitável: não é, de qualquer maneira, sua forma consciente (pelo menos se a consciência de si deve ser, em sentido geral, humana)."

 

BATAILLE, Georges. Teoria da religião.  São Paulo : Ática, 1993. pp 77-79.



5 September , 2007   03:01
Klaxons: o primeiro prêmio



Esse é o clipe de Magick, do Klaxons. Eles ganharam o prêmio Mercury, o mais importante da música pop Britânica. Entre os indicados estava a Amy Winehouse e Arctic Monkeys. Fiquei feliz. Eu gosto muito do álbum de estréia deles, Myths of Near Future. Mas é bem coisa dos nossos tempos, uma banda mal começa e já é aclamada como a melhor coisa já feita. Mas não interessa, Klaxons é bom e ponto. E, sabe, Magick é uma boa música, mas nada supera Atlantis to Interzone (ainda posso ouvir as sirenes.Via The Music Slut.



2 September , 2007   19:49
Descobertas em P&B


Richard Avedon

Foto de Richard Avedon. Não sabia quem era ele. Me lembrou as fotos que Eadweard Muybridge tirou do cavalo Occident (com todo o respeito, claro!), naquela aposta com o governador da Califórnia… Uma mulher quando caminha (e do jeito que só uma mulher sabe caminhar) em algum momento tira os pés do chão? Obviamente me lembrou Henri-Cartier Bresson. Via Eletric Warrior.

    

 

 

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Now playing: Husky Rescue - Sweet Little Kitten
via FoxyTunes