Desde o dia 16 de julho em São Paulo está acontecendo a exposição “Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra de arte”. Tem os ready-mades, o urinol a roda de bicicleta e tudo mais. Tem também o "Etant donnés", que é uma obra do Duchamp que não foi ele que fez, sacou? Ele só deixou as instruções de como fazer uma lente em um buraco numa parede. Através da lente, se via uma mulher pelada. Que excitante…. ou artístico, depende. O urinol assinado com o pseudônimo R. Mutt é a obra mais famosa. Enquanto isso…
No domingo último, houve uma série de manifestações na Colômbia contra as Farc e a favor da libertação dos reféns da organização criminosa. As Farc estão muito enfraquecidas e desde a libertação de Ingrid Betancourt a tendência é que sejam cada vez mais condenadas por seus atos. O sequestro dela gerou muita mas muita comoção na França e não haja dúvidas de que os franceses estarão mais engajados na luta pela libertação dos reféns das Farc.
Comovente também é um machado. Um artista especialista em happenings, Pierre Pinoncelli em junho de 2002 cortou um pedaço do dedo mindinho com um machado para protestar contra o seqüestro de Betancourt. Bom, e agora que ela voltou? Foram seis anos em que fazia sentido não ter um pedaço do dedo - cada um protesta do jeito que acha mais conveniente -, mas e agora?
Pierre Pinoncelli tem lá seus problemas com a lei. Ele já foi preso e condenado a pagar uma multa em 1993 por invadir o Salão de Arte de Nîmes e urinar na obra "A Fonte" (o tal urinol) e dar uma martelada no objeto. Em 2006, ele volta a dar uma martelada, dessa vez em uma das várias réplicas de "A Fonte". A justificativa do artista dos happenings foi didática: "(…)um urinol em um museu deve obrigatoriamente se prestar a que alguém urine lá dentro um dia. (…) A urina faz parte da obra e é um de seus componentes. Urinar ali termina a obra e lhe dá sua plena siginificação(…)". No fim das contas, ele se julgou co-autor da obra, porque a terminou. Eles fez o que em quase oitenta anos não se fez: mijou na Fonte. Realizou o espírito Dada, do desrespeito. Palmas pro Pinoncelli!
Mas com essa onda de roubo de obras de arte no Brasil, temo pela segurança das obras de Marcel Duchamp. Se sequestrarem o famoso urinol, que parte do corpo Pinoncelli vai decepar dessa vez!?
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Post Relacionado: Sem juri, nem recompensa.
OBS: Muitas dessas coisas só sei graças à Cristina, minha profesora de francês. Merci professeure!
Na imagem: matéria do jornal Diário Gaúcho (dia 19 de julho de 2008) sobre os erros na caracterização de um jornalista, personagem da atual novela das 8. Então, quando é pra defender a própria categoria, vale a pena falar sobre jornalismo. Nos outros casos o jornalismo é intocável. A qualidade do jornalismo feito por certos jornais é apenas a "segmentação", para atingir as camadas mais pobres da população? E se esse tal persongem jornalista for do jeito que estão falando, pra mim tá muito bem feito =) ! Tá iguazinho a muitos que existem por aqui. É um faz-tudo e tendencioso.
Na verdade isso é só uma provocação. Eu nunca falaria mal dos nossos nobres jornalistas, até porque sou amigo de alguns (mas que esse é o típico jornalista brasileiro, isso é). Eu acho. Nós da Comunicação Social somos todos irmãos no sofrimento!
O Plenário aprovou nesta quarta-feira (2) emenda da Câmara ao projeto de lei do Senado (PLS 45/01) que concede anistia post mortem a João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, e aos demais participantes do movimento. De autoria da senadora Marina Silva (PT-AC), a matéria será encaminhada à sanção presidencial.
O que eu sempre achei legal na Revolta da Chibata é que ela foi uma revolta pós-moderna. Não tinha grandes pretensões, nem almejava uma utopia. Só queria que os castigos a chibatadas parassem. Simples. Talvez por isso que nossas crianças e nossos adolescentes nem estudem tanto isso.
Outra coisa: anistia post mortem o escambau! Agora que o sujeito tá morto, não vale. Fica parecendo… sabe…. hipócrita. Se governos anteriores erraram no julgamento a culpa é deles. Anistia tem que ser como estão fazendo agora com o Daniel Dantas, ainda em vida. E seu fosse ele, fugiria do Brasil. E daria bastante risada. É isso que a Justiça quer que ele faça. O mundo é dos espertos. E se o judiciário não consegue ser mais esperto que os criminosos, então dane-se. É mais um que escapa? Ou vão trocá-lo pelo Cacciola?
Tô muito chato. Só ouço essa música. Era a mesma coisa com Atlantis to Interzone tempos atrás. Desde quando o Klaxons confirmou pro Tim Festival, tô num alvoroço só; como é que eu vou descaradamente faltar aos meus compromissos e à faculdade pra assistir ao show? Se o mundo acabar em 2012, como eles dizem, não vai ter problema passar esses quatro anos que restam como um irresponsável. Mas se não acabar… Tomara que acabe.
Como é que uma banda com letras tão difíceis e cheias de referências consegue fazer sucesso entre a turma do neon? Ah! É por causa do som! Sabe o que é Sargasso, Famagusta, Magick, Gravity’s Rainbow, Golden Skans, Rotunda, “bloom groom”!? Koh Phangan!!?? Pois é, quando a gente dança isso pouco importa…
A maples move
A murder on the moon shine
Modus operandi
A beak on blue
A bounty on Bermuda
Horse in the night breaks serpent’s sea
Come on and dance with me
Come on and dance with me
Every time we leave
Come on and dance with me
Every night we leave
Come on and dance with me
Our games end in endless harmony
Our games end in endless harmony
A devils beat
A deadline on decorum
Modus operandi
A roder red
A rumble in Rotunda
My souls their signs infrequency
Não sei se falei pra você pessoalmente (talvez eu não o conheça pessoalmente), mas há uns meses eu recebi uns artigos científicos lá do Japão. Mas eles estão em inglês e em alemão, porque se eu fose ler umas vinte páginas em japonês, eu ia passar minha monografia mais traduzindo texto do que estudanto. Talvez se eu fizesse letras ia ser o máximo. Ahhn… Pois bem, dias atrás comecei a ouvir um regalo do Japão. A trilha de Macross Frontier, que contém o mega hit “What ’bout my star?”, carinhosamente apelidada de “O Obama está?”. =) Uma letra típica de anime, misturando inglês e japonês, se nenhum pudor… Como é que pode…!? Bom, mas tô ouvindo direto e por isso mesmo ando meio chato hoje. Só hoje.
Macross Frontier Original Soundtrack - Nyan FRO.
- 1. Frontier 2059
- 2. Welcome To My FanClub’s Night! (Sheryl On Stage)
- 3. What ’bout my star? (Sheryl On Stage)
- 4. Iteza - Gogo 9ji - Don’t be late (Sheryl On Stage)
- 5. Vital Force
- 6. Triangular
- 7. Zero Hour
- 8. What ’bout my star?@Formo
- 9. Innocent green
- 10. Aimo
- 11. Big Boys
- 12. Private Army
- 13. SMS Shoutai no Uta ~ Ano Musume wa Alian
- 14. Ninji-n Loves you yeah!
- 15. “Chou Jikuu Hanten Nyan Nyan” CM Song (Ranka Version)
- 16. Alto’s Theme
- 17. TALLYHO!
- 18. The Target
- 19. Bajura
- 20. Kira Kira
- 21. Aimo ~ Tori no Hito
- 22. Take Off
- 23. Infinity
- 24. Diamond Crevasse
Se o Google pode eu também posso. Hoje é aniversário de Marc Chagall, pintor surrealista bem de estilo quase romântico. Na verdade, bem romântico. Gosto muito dele. O surrealismo também pode ser um moranguinho!
Tem um certo tipo de artista/banda que não diz se parou, mas não lança absolutamente nada novo, sem dar muitas satisfações. Parece que simplesmente colocaram os chinelos e passaram a curtir a vida de aposentado. Então…
Depois de 19 anos a cantora jamaicana Grace Jones lança um álbum de músicas inéditas. E…? E que a Grace Jones é loucona e faz umas músicas muito sombrias e… enfim, eu acho que vale a pena. Olha e ouve só que legal: Corporate Cannibal, do álbum Hurricane, previsto pra setembro. Pirei
Via The Music Slut.
No dia 1º de julho, completaram-se 29 anos do lançamento do Walkman. Tá e daí? E daí que o Walkman é o avô dos mp3 players, tão em voga ultimamente.
O Walkman marcou profundas mudanças na relação das pessoas com a música. Se no passado, para apreciar a música era necessária a presença dos músicos e dos instrumentos, com a reprodutibilidade técnica (ah! sim!) a relação muda drasticamente. Não é mais obrigatório ir a um espaço público, pode-se ouvir música em casa, quantas vezes se queira, a qualquer volume, a qualquer hora, na ordem desejada pelo ouvinte. Cada um ouve a música do jeito que bem entende no conforto do lar.
Mas com os aparelhos portáteis, o individualismo e a desatenção na hora de ouvir música aumentam. A digitalização da música, possível principalmente depois da tecnologia do Compatc Disc, fez a capacidade de armazenagem aumentar e o tamanho dos aparelhos diminuir. Com um aparelho na mão ligado a fones de ouvido, o ouvinte podia então ouvir suas músicas preferidas em qualquer lugar, durante as atividades mais rotineiras, ao atravessar a rua, ao caminhar no parque ou ao pegar o ônibus. Essa liberdade é de fato um isolamento cada vez maior das pessoas no espaço público. Antes, todas estavam juntas ouvindo a mesma coisa, hoje cada uma ouve o que quer, mesmo que estejam lado a lado.
E o Walkman é o início disso. O Walkman é fabuloso e mítico. Uma maquininha formidável. Não o que discutir quanto a isso; o Walkman é mágico. Seu inegável sucesso se explica se entendermos o rumo que estamos tomando no “isolamento acústico” na apreciação da música. Aliás, nem se pode falar em apreciação; hoje em dia a música só serve pra preencher o ambiente, para não ouvir a desorganização e o caos das cidades, ou as vozes desiteressantes dos outros.
Ao andar pela rua e ver pessoas ligadas por dois fiozinhos a um celular ou a um tocador de mp3, eu penso nisto: como mudou a relação do ser humano com a música. Ela era para ser apreciada coletiva e atentamente. Hoje em dia não dá mais pra fazer isso. A gente nunca está só ouvindo música. É ouvindo música e fazendo alguma coisa. E na maioria das vezes, sozinho. Ficamos isolados, para ouvir aquela canção quantas vezes quisermos, no volume que quisermos, na ordem que quisermos. Faz quase trinta anos.
A gente acha que videogame é uma coisa moderna, não é? E não é de todo errado pensar assim. Mas acontece que quando fazem um remake de um jogo que foi lançado dez anos atrás, aí bate uma certa angústia. E pior, quando você jogou aquele jogo e achava a melhor coisa do mundo, bate um desespero. Estou ficando velho. Velho e nerd. ‘Bora jogar de novo! Shit!
Ó o remake do jogo acima:
It all began in 94
Kept on rollin’ in 95
Pieces fell in place in 96
And it came to the end in 97
But now it comes, and here we go!
K.o.F. is here again!
Nothing’s gonna stop it’s in 1998.
P.S: o Bozo morreu.
Sabe o que me deixa mais feliz do que saber que a final da Eurocopa fez a Record ganhar daGlobo no domingo último (16 a 12)? Foi saber que a Espanha ganhou da Alemanha. Depois das últimas notícias vindas de lá, acho que foi o melhor que aconteceu. Foi bom para a geopolítica européia. Ufa!


