Por falar em Real, a moeda, vamos falar de Real Madrid. Você pensa: “como é que um time de futebol compra um jogador pelo equivalente a 180 milhões de reais?” Foi o que o Real Madrid desembolsou pra comprar o Kaká. A resposta é simples: é só vender camisetas por um preço exorbitante.
Cada camiseta número 8, com o nome Kaká, vale R$ 234,00. Se forem vendidas um pouco mais de 769.000 camisetas, pronto, o investimento está pago. Claro, ainda há outras formas de captar renda graças à marca Kaká. Isso é de fato muito legal no futebol. Aliás, na vida. Saber ganhar dinheiro. Se existe uma coisa que me admira, são esses departamentos de marketing espalhados pelo mundo, de diversas empresas, dos mais variados setores, que bolam maneiras de gerar lucro. É preciso talento. E eu acho especialmente muito bom que isso aconteça.
Os clubes de futebol europeus já aprenderam há muito tempo a agir como empresas e a construir um planejamento estratégico, com os 4P’s, 4C’s, matriz SWOT e tudo mais pra deixar um Kotler orgulhoso. Bom, né? O preço da camiseta foi pensado minuciosamente, tenho quase certeza. Tinha que custar o valor certo que o torcedor queria pagar, nem mais, nem menos. Se ela fosse muito baratinha, também ia ser um fracasso de vendas.
O Kaká tem aquela beleza ariana que agrada aos madritistas. Bom moço e excelente jogador. Esse último fato é o que deveria importar mais, no entanto é só mais um entre os diversos fatores que fazem um jogador de futebol ser um astro. Mas vivemos em tempos de mistura entre vida privada e vida pública, o que se faz fora de campo é tão relevante quanto o que se faz dentro dele…
Depois, vem o Cristiano Ronaldo. Quanto custará a camiseta dele?
Nos tempos dos presidentes Sarney e do presidente Collor (ambos hoje senadores) a inflação atingia 80% ao mês. Era um terror. Eu era apenas uma criança e não podia entender nada disso. Até o ano de 1994. Morte do Senna, Tetracampeonato mundial de futebol e o Plano Real. Agora a nossa moeda está debutando. Será que há motivos pra comemorar? Apesar da crise internacional, nossas vidas parecem não ter mudado muito e o nosso dinheiro ainda vale alguma coisa. Mas até que ponto isso é real (sem trocadilhos)? Ainda não sabemos lidar com dinheiro. O brasileiro ainda não sabe planejar seu orçamento e a carga tributária não nos ajuda muito. O salário mínimo é muito baixo, as desigualdades sociais persistem e as diferenças entre ricos e pobres só aumenta.
O erro de FHC foi este: achar que melhorando a economia, melhora-se tudo. Fernando Henrique Cardoso foi o melhor presidente dos já citados nesse post, mas fez o serviço pela metade. Não que hoje os programas do governo sejam uma maravilha, mas há uma boa perspectiva para o futuro.
Se não botarem a mão na nossa grana mais uma vez, como historicamente já fizeram antes!!!
Essa nota nem existe mais, de tão maltratada!
Avião do Iêmen cai no Oceano Índico
Tantos fatos trágicos, tantas coincidências, tantas comoções coletivas…
Esse blog morreu e ressucitou (problemas dos servidores lá na Irlanda)…
O mundo vai acabar em 2012!
Oi, MySpace! (Chegando em terras tupiniquins o MySpace)
Tchau, MySpace! (Com dez funcionários, MySpace do Brasil fecha em 1º de julho)
Lendo o post de 2007, posso ver que uma rede social tão politicamente correta não poderia fazer sucesso no Brasil ;P. Brincadeiras à parte, o MySpace não empolgou por ser muito complicado. Ele é cheio de códigos e as páginas geralmente viram uma bagunça. E o promocional também não colaborou: no Brasil não há tanto essa cultura de “coisas” que surgem da internet e vão para o mundo offline. Shows secretos, promoções relâmpago, só quem é muito geek pra acompanhar isso. E vou sentenciar: o brasileiro médio não é geek. Falei.
Mas vejamos o Twitter. Ele é simples e popular. Simples ou pobre? Depende do ponto de vista. Mas as redes sociais de maior sucesso serão aquelas que ainda pegam o usuário pela mão pra ele fazer o que quiser. Descobrir os recursos sozinho é chato e desmotivante.
No caso do Brasil não é diferente. E ainda há o fator “popularização”. Se uma ferramente da web se populariza excessivamente, ela passa a ser mal vista (ninguém aqui pensou no Orkut). Mas as antigas leis de mercado também funcionam para a web. Se não se populariza o suficiente, também fracassa.
Ainda tiraremos uma lição disso tudo.

Anúncio publicado hoje em um jornal de Porto Alegre.
Enquanto operadores de máquinas de xerocar precisam comprovar experiência, não é mais necessário ter diploma para ser jornalista. Mas é claro, cada empregador decide que pré-requisitos quer de seus empregados.
Penso que colunista não é jornalista. O cara vai lá e escreve o que ele acha de determinado assunto. Futebol, política, celebridades; isso é o campo de opinião. Qualquer um pode ter opinião. Mas o jornalismo não é só isso. Existe a parte chata (pra mim que não sou jornalista), que exige mais técnica e até mesmo uma ciência. Fazer reunião de pauta, lead, preparação para entrevistas, correr atrás de fontes, ir aos locais dos acontecimentos, fotografar, falar com as testemunhas dos fatos… tudo isso exige um conhecimento específico. E fora que cansa um bocado. Ser pago pra dizer o que pensa em um jornal todo mundo quer. Mas e o resto da profissão de jornalista, que se abre para quem também não é formado parece ser tão interessante?
O jornalismo no Brasil é muito ruim, mesmo com os jornalistas formados. Falta apuração de dados e falta ética. Então, com a decisão do STF de desobrigar diploma para exercer a função de jornalista, teremos uma melhora ou a legitimação da mediocridade? Talvez com a concorrência, os jornalistas (assim como as faculdades de comunicação) deem um salto de qualidade no modo como desempenha sua profissão.
Vejamos quais serão as consequências disso e como serão nossos operadores de xerox e nossos jornalistas de agora em diante.
“É uma injustiça do País julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem composta, que tem prezado a sua vida para a dignidade da sua carreira e nunca, aqui, dentre os colegas, que não tenham encontrado, sempre da minha parte, um gesto de cordialidade e, ao mesmo tempo, participado. Nunca neguei um voto que não fosse a ser no sentido de avançarmos na melhoria dos costumes da casa”
Desfecho do discurso do Senador do Amapá (é, amigo!) José Sarney. Aquele em que ele tirou o corpo fora, dizendo que a crise é do senado, e não dele. Mas quem faz as instituições são os homens que lá estão. Não é hora de tirar o corpo fora. Não é hora de negar os parentes empregados e os indicados que só fizeram asneira. Procure por nomes como Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. A culpa dessas duas pragas é de quem? Não estou falando de culpa criminal (estou até pegando leve), mas de responsabilidade pelos próprios atos. O discurso enfurecido do Sr. Sarney não surpreende. Infelizmente. Ele e o senado se confundem. E isso não é um elogio… ao senado.
Aliás, dúvida é o que o "Natal" Motion Camera mais traz. Dizem que o nome Natal se deve ao fato de o desenvolvedor do projetor ser um brasileiro que nasceu na capital do Rio Grande do Norte (!). Será verdade?
E será que vai dar certo? Será que os jogadores estão dispostos a deixar de ser sedentários? Como seria um jogo de luta nessa nova plataforma?
Enfim, aguardemos os próximos capítulos da corrida na próxima geração de videogames.
Comerciais de xampus são muito clichê. Cabelos esvoaçantes, explicações científicas, computação gráfica explicando como o cabelo fica bonito e forte. Como inovar? Quem sabe colocando uma trilha nada a ver? Foi assim que uma das minhas bandas favoritas teve uma música sua em um comercial de xampu. Eis “Golden Skans”, dos Klaxons, no comercial da Garnier Fructis estrelado pela modelo Bar Rafaelli.
Curtam, porque até que eu gostei da bizarrice.
No NY Times: Sai o trânsito. Fica aquele espírito da Times Square.
Nos últimos dias de maio a prefeitura de Nova Iorque decidiu fechar partes da Times Square para o trânsito e destiná-los somente aos pedestres. Como em outras cidades, o propósito é revigorar a cidade, torná-la mais sociável, pois, a partir da criação de amplos espaços de convivência, os cidadãos e turistas poderiam conversar mais e até mesmo apreciar melhor a cidade. Uma tentativa de humanizar a selva de pedra. Além disso, é eliminado um local de emissão de gases poluentes.
É uma boa, mas há quem diga que isso só atrapalha o trânsito e pode criar mais caos. No caso de Nova Iorque pode ser que sim. A cidade já foi mais dos pedestres, mas algo desde a sua fundação lhe mostra sua vocação para ser dos carros. Times Square não é como a Piazza San Marco in Venice ou a Trafalgar Square em Londres… Esses lugares sempre serão das pessoas a pé e isso nunca se questionou.
Pode ser que em NY, o espaço seja artificial: fecha-se uma rua e diz-se “sejam felizes e aproveitem”. O lugar asfaltado, com as sinalizações como faixas de pedestres e tudo, por mais que seja destinado aos pedestres, não é originalmente deles.
Comparemos o caso de Nova Iorque com o de uma cidadezinha mais provinciana, por exemplo, Porto Alegre (por quê!?). Há alguns poucos anos, certas ruas do centro da cidade foram abertas para os carros e os pedestres perderam espaço. Mais recentemente, os camelôs foram deslocados de um ponto do centro para outro, e o local acabou virando um estacionamento público. Lá perto, os carros andam a 10 por hora para não atropelar ninguém. O convívio de carros e pessoas no centro não é dos mais pacíficos. Os carros só não passam por cima das pessoas para os motoristas não serem presos; vontade não falta.
Sempre houve a reclamação de que é impossível estacionar no centro de POA, porque não há lugar para carrros. Talvez isso não seja errado, talvez o centro tenha sido feito para pessoas mesmo. Os pontos de resistência para a criação de espaços urbanos para pessoas se fundamentam sempre no fato de que “com carros, há mais desenvolvimento”. Pessoas a pé não são úteis. Carros sim, porque levam pessoas para o trabalho, ou para shoppings e restaurantes, para consumir.
Criar espaços de convivência em detrimento do tráfego parece retrógrado. Mas o que falta para os cidadãos das grandes cidades seja exatamente isto: um pouco mais da arte da convivência.
Shopping center. Praça de alimentação. Meio-dia. Na fila do buffet eu cutuquei uma moça e perguntei: “tem uma nota de vinte reais no seu pé. É sua?” Ela olha, procura no bolso e diz que não lhe pertence. Pergunta a um meninho ao seu lado, que diz que não. Ele disse que no bolso só tinha um real, tanto é que mostrou a moeda. A mãe dele, ao lado, deve ter ficado orgulhosa. Mas a nota também não era dela. Afinal, de quem eram os vinte reais?
Correu o perigoso telefone sem fio. Um pergunta ao outro se não havia perdido vinte reais… Nada. Até que uma senhora lá perto do caixa percebe a falta do seu dinheiro e recebe a nota. Olha, em meio àquela honestidade coletiva, talvez a senhora estivesse dizendo a verdade. Ou talvez foi mais esperta que nós todos. Acho que não. Acho que ela parecia aliviada em achar seus vinte reaizinhos… Mas era uma quantia grande pra deixar cair no chão assim. E pensar que, além de gastar com o almoço, depois gastei dinheiro no shopping comprando uma revista e um filme fotográfico… Com vinte reais eu poderia fazer bastante coisa… =/
Não! Não vou me arrepender de ter sido honesto. Pelo menos dessa vez…
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Fim de dia. Pego um ônibus bem vazio, mesmo sendo hora do rush. Dia de sorte! Sento ao lado da janela, sinal de que vou descansar a viagem toda. Na parada seguinte o cobrador solta um berro: “Ei! A entrada é pela porta da frente! Tá pensando que aqui é a casa da dinda!?” Que susto! O tempo que demorei pra olhar pra trás, só deu pra ver um homem levantando de um banco e saindo pela porta de trás, da saída. O cara tentou dar uma de esperto e entrar sem pagar. Mas deu azar, porque quem não ia vê-lo num ônibus tão vazio? E se fosse só um engano, ele não iria se sentar. Se a ocasião faz o ladrão, dessa vez a ocasião fez o flagrante.


